Argentina abrirá licitação de usinas nucleares em julho
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sábado, 29 de maio de 1999
Por Ariel Palacios 
Buenos Aires, 30 (AE) - O presidente Carlos Menem anunciou que pretende abrir em julho a licitação das concessões das três usinas nucleares do país. As usinas são alguns dos poucos vestígios remanescentes da imensa estrutura estatal que havia na Argentina até o começo da década. Na América Latina somente Brasil e Argentina possuem usinas nucleares.
As três usinas são responsáveis por 12% da energia elétrica produzida na Argentina. A mais antiga delas, Atucha I, inaugurada no início dos anos 70, produz 30% da energia consumida em Buenos Aires. Em conjunto, faturam US$ 150 milhões.
As centrais atômicas não serão passadas totalmente à iniciativa privada: o Estado permanecerá como proprietário, enquanto que os concessionários se encarregarão de sua operação.
No momento somente funcionam duas das três usinas: Atucha I e Embalse Rio Tercero. A terceira usina, Atucha II, está com a construção paralisada há varios anos, mas também entrará na licitação.
O governo argentino oferecerá as três usinas a um só operador. No entanto, quem ficar com elas estará obrigado a terminar a construção de Atucha II, cuja conclusão implica no desembolso de US$ 700 milhões.
Como brinde, para atrair possíveis interessados, o governo Menem concederá um subsídio de US$ 350 milhões especialmente para essas obras. A concessão será pelo resto da vida útil das usinas.
Respondendo às críticas da oposição sobre os riscos políticos, econômicos e tecnológicos da privatização das usinas, o secretário Mac Karthy afirmou que esta modalidade de privatização "é a única forma possível para conseguir concluir a terceira usina nuclear".
Segundo a secretaria de Energia, há empresas dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Coréia e Espanha interessadas na concessão. Segundo o secretário de Energia, César Mac Karthy, o processo já se encontra na etapa de elaboração dos editais de licitação.


