São Paulo, 31 (AE) - O governador paulista, Mario Covas (PSDB), disse hoje que o leilão das duas áreas de distribuição de gás remanescentes da venda da Comgás devem ser privatizadas ainda este ano. Covas defende a realização de dois leilões, um para a região norte e outro para região leste do estado. Na avaliação do governador, com dois leilões não se repetiria o insucesso ocorrido na privatização da Eletropaulo, quando não houve interessado por uma das duas distribuidores oferecidas em leilão no mesmo dia.
Segundo Covas, das duas áreas remanescentes a área norte deve ser leiloada antes da leste. O governador, o secretário de Energia, Mauro Arce, e representantes do consórcio Integral Holdings (British Gas), Shell e CPFL, assinaram hoje contrato de concessão, passando o controle da Comgás para iniciativa privada
no Palácio dos Bandeirantes.
Cesp - O governo Paulista aguarda decisão do Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF), que se reúne na quarta-feira, para retomar o processo de privatização das três geradoras da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Na quarta-feira o STF avalia o parecer fornecido pela Procuradoria Geral da República, que julgou o STF competente para decidir sobre as liminares do governo do Mato Grosso do Sul que impedem a cisão da Cesp e, consequentemente, a privatização das geradoras.
Segundo Covas, mesmo que as liminares sejam cassadas nesta quarta-feira, será difícil realizar os leilões das três geradoras no primeiro semestre. De acordo com as datas iniciais definidas pelo Programa Estadual de Desestatização, os leilões ocorreriam entre maio e junho.
Na última reunião do PED, realizada sexta-feira, foi acertado o preço mínimo das empresas, a quantidade de ações ordinárias que serão levadas a leilão (todas relacionadas ao Estado, com exceção de Banespa, Eletrobrás e minoritários).
Banespa - Covas disse hoje que o leilão de privatização do Banespa deve ocorrer nos próximos dois meses e meio. Covas evitou avaliar o preço mínimo do banco e quanto entraria para o governo paulista com o leilão. "Na pior das hipóteses, receberemos a diferença dos R$ 300 milhões relativos às ações repassadas à União, acredito que isso não é nem a quinta parte do valor do banco" disse Covas.
Sobre o uso que fará do dinheiro, Covas respondeu que o montante será empregado no pagamento de dívidas herdadas. "Não faço outra coisa a não ser pagar dívidas dos outros". disse.

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