O comerciante Geraldo Vieira Balan, 46 anos, nem se recorda direito quando vendeu, ‘‘a preço simbólico’’, um terreno de dois mil metros quadrados para a Prefeitura de Colombo. Só sabe que o negócio foi feito há mais de 10 anos para que o município tivesse um imóvel que pudesse sediar o Corpo de Bombeiros. Terceira em população na região metropolitana, com cerca de 180 mil habitantes, Colombo é a cidade que mais dá trabalho para os bombeiros de Curitiba. Cerca de 50% dos casos são acidentes de trânsito.
Preocupado com o crescimento do Alto Maracanã, que concentra um terço dos moradores do município, Balan viu no gesto uma forma de proteger o seu centro comercial e ajudar os vizinhos. ‘‘Esta região precisa do Corpo de Bombeiros pois está crescendo muito’’, diz o comerciante, que trabalha no bairro há 23 anos. Em situações de emergência, a unidade do bairro Bacacheri é a que está mais próxima de prestar socorro a Colombo. ‘‘Até vir lá do Bacacheri até aqui, leva pelo menos uns 15 minutos.’’
A área prevista para abrigar o posto dos bombeiros não passa hoje de um terreno baldio. O local ainda é usado como atalho pelos moradores do bairro. ‘‘Temos muitas ocorrências de trânsito por aqui. É um bairro populoso e carente, que precisa de mais segurança’’, observa Balan. Ele pede a instalação de um semáforo no cruzamento da rua Roberto Falavinha, com a Estrada da Ribeira. A região é um dos principais corredores de ônibus que circulam por Colombo e Curitiba. O comerciante afirma que se as autoridades do município tiverem ‘‘vontade política’’, o terreno pode deixar de cumprir apenas o mero papel de ponto de passagem. (D.V.)

mockup