Sucursal de Curitiba

Alessandro SantosPreservaçãoEmília Belinati observa o mapa com a área a ser transformada em parqueTerá cerca de três mil hectares a área que o governo do Estado vai transformar em parque estadual dentro da Fazenda Pinhal Ralo, do grupo Giacomet-Marodin, em Rio Bonito do Iguaçu. A fazenda é um dos principais focos de conflito agrário no Paraná.
O mapa com a área que vai servir de reserva florestal foi apresentado ontem, em Curitiba, pelo secretário do Meio Ambiente Hitoshi Nakamura à vice-governadora Emília Belinati.
O projeto executado pela coordenadoria de Terras, Cartografia e Conflitos Agrários da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, foi encaminhado ao Instituto Nacional de Clonozação e Reforma Agrária (Incra) em agosto do ano passado e espera aprovação para a transferência das famílias que ocupam área próxima.
Cerca de três mil hectares farão parte de um parque estadual, onde a mata ciliar, fauna e flora serão preservadas.
A área total do assentamento é de 17 mil hectares, a maior já desapropriada para a reforma agrária. A previsão é transferir para o local 767 famílias, que também receberão assistência técnica da Emater/PR.
Segundo a vice-governadora, outras secretarias de Estado deverão atuar nos assentamentos para oferecer total assistência às famílias.
‘‘É importante garantir a conservação dos córregos nas áreas de assentamentos e isso não vinha sendo feito. O prejuízo com o desmatamento ciliar atinge diretamente as famílias e causa problemas irreparáveis ao meio ambiente’’, justifica o secretário Hitoshi Nakamura.
A vice-governadora assinou ontem, na Secretaria do Meio Ambiente, o repasse de R$ 900 mil para a Cooperativa Central de Reforma Agrária do Paraná (CCA/PR), vinculada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Com a renovação do convênio, 30 técnicos de nível superior e dois de nível médio serão contratados para atuar em 119 assentamentos rurais do Paraná, envolvendo 6.893 famílias. Este é o quarto ano em que a organização dos assentamentos da Reforma Agrária do Paraná renova a parceria com o governo do Estado.
‘‘Os assentamentos da região de Santa Maria do Oeste produzem erva-mate exportada para a Alemanha e culturas como feijão, milho, arroz e se dedicam à criação de porcos e galinhas. Este resultado é excelente e afirma a importância da assistência técnica integral’’, reconhece o coordenador da secretaria, José Carlos Vieira. (Leia mais sobre a questão agrária no Estado no caderno Folha Paraná)

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