O ginecologista e obstetra Leandro Feijó Sonnberger, da Maternidade Municipal de Londrina, explica que, na gestante, o risco de infecção urinária é maior pela própria condição hormonal e pela alteração anatômica que a mulher passa.
Entre os sintomas da infecção urinária estão ardência e dor, mas, em alguns casos, segundo o especialista, ela pode ser assintomática, o que dificulta sua identificação. Quando isso acontece, o risco é da infecção evoluir e atingir os rins. ''A cistite, que é a infecção na região da bexiga, é mais fácil de identificar pelos sintomas como ardência e dor. Já, a pielonefrite, chamada de infecção alta, atinge o rim, causa dor lombar e é muito perigosa para a mãe'', alerta.
Outro problema que pode agravar os casos de infecção urinária, na opinião do médico, é a falta de adesão ao tratamento. ''A gestante tem medo de tomar um medicamento e prejudicar a criança, mas é a falta dele que vai causar isso'', afirma. Ele lembra que o risco de infectar o bebê com a bactéria causadora da infecção urinária é o mesmo, tanto em parto normal, quanto na cesárea.
Prevenir o mal, ensina o médico, passa por uma boa ingestão de líquido - pelo menos dois litros ao dia -, e higiene íntima adequada, principalmente a limpeza após a evacuação. ''Na gestação, a flora vaginal aumenta, e fica mais fácil de infeccionar'', explica.(C.P.)

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