São Paulo, 17 (AE) - O advogado da Lojas Arapuã, Ricardo Tepedino, afirmou hoje que entrará na semana que vem com um pedido de liminar para suspender a decisão da juíza Cláudia Longobardi Campana, que determinou o pagamento da primeira parcela da concordata da rede, sob pena de que seja decretada sua falência.
O processo da Arapuã está registrado na 6ª Vara Cívil de São Paulo e recurso contra a decisão da juíza, chamado de Agravo de Instrumento, será apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso seja aceito, a empresa ganhará uma sobrevida de aproximadamente dois meses, tempo necessário para o julgamento da liminar.
A primeira parcela da concordata da Arapuã é de aproximadamente R$ 260 milhões e, segundo decisão da juíza, terá de ser depositada em um prazo de cinco dias após a publicação do despacho no Diário Oficial. Isso deverá ocorrer nos próximos dias.
Pelo processo inicial, a rede deveria ter pago parte de sua dívida no dia 22 de julho de 99, um ano após o pedido de concordata. Na época, a Arapuã não efetuou o pagamento sob alegação de que isso implicaria no rompimento automático do acordo de credores elaborado para salvar a companhia, que possuía 83% de adesão.
Atualmente, 90% dos credores da empresa já aderiram ao plano, que prevê a troca das dívidas por debêntures, com prazo de resgate de dez anos. A única pendência é com a fabricante de televisores Evadin, dona da marca Mitsubischi.
"A falência da rede não faz sentido, sobretudo em função do grande percentual de credores que já aderiram ao plano de reestruturação", afirmou Tepedino. "Os prejuízos à sociedade seriam grandes, pois a empresa tem hoje dois mil empregados e paga cerca de R$ 9 milhões em tributos por mês." IBEP INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS POLíTICOS 1

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