Arapongas, na Região Metropolitana de Londrina, confirmou a primeira morte por dengue em 2025. O óbito consta no boletim semanal divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) do Paraná nesta terça-feira (1) e trata-se de um homem de 80 anos, que possuía comorbidades. Ele apresentou sintomas da doença em 19 de fevereiro, e estava internado no Honpar (Hospital Norte Paranaense), onde faleceu no dia 1º de março.

Com 126.545 habitantes, Arapongas caminha para o estado de epidemia de dengue. A informação foi repassada à FOLHA pela Secretaria Municipal de Saúde/Controle de Endemias. São 341 casos confirmados desde o começo do ano e 54 em investigação no momento, atribuídos “principalmente ao fator climático, mas também à condutas de populares, que fazem o armazenamento inadequado de água da chuva”, exemplificou o órgão.

Os dados geram preocupação à pasta, que enxerga os números altos para uma cidade do tamanho de Arapongas. “Entre março e abril tendem a ser os meses com maior pico de dengue. São números menores em relação ao mesmo período do ano passado, mas as ações de prevenção e combate seguem intensificadas”.

Para combater a incidência da dengue, a Secretaria de Saúde promove cerca de 1.500 visitas domiciliares diárias, além de mutirões para eliminação de criadouros nos bairros que apresentam maior número de casos confirmados. Junto da aplicação de fumacê e promoção de ações educativas, pontos estratégicos são fiscalizados quinzenalmente, “como borracharias, ferros-velhos, catadores e acumuladores de recicláveis e cemitérios”.

NO ESTADO

No boletim da Sesa, além do óbito em Arapongas, constam mortes em outros cinco municípios: Nova Londrina e Querência do Norte (14ª RS de Paranavaí), Porecatu e Florestópolis (17ª RS de Londrina) e Ribeirão do Pinhal (18ª RS de Cornélio Procópio). As seis mortes ocorreram entre janeiro e março. Os pacientes são cinco mulheres e um homem, com idades entre 29 e 92 anos, sendo que apenas um deles, uma mulher de 29 anos, não apresentava comorbidades.

No total, contabilizando desde o início do ano, o Paraná soma 99.585 notificações, 25.231 diagnósticos confirmados e 19 óbitos.

PORECATU

O óbito confirmado em Porecatu, também na RML, é o segundo registrado no município desde o início do ano. A primeira vítima foi uma mulher sem comorbidades de 58 anos, falecida no dia 20 de janeiro. Já a mais recente é uma idosa de 92 anos, que possuía hipertensão e diabetes e faleceu em 23 de fevereiro.

A cidade decretou emergência em Saúde Pública em janeiro, e se encontra em estado de epidemia para a dengue. Até o momento, são 867 casos confirmados e 939 em investigação. Katyuscia Luana Zolli, enfermeira da Vigilância Epidemiológica, atribuiu a quantidade de diagnósticos à “alta infestação do mosquito Aedes aegypti e elevado número de criadouros".

Informou ainda que a secretaria de Saúde conta com apoio presencial da 17ª Regional de Saúde para realização de mutirões de limpeza e aplicações de fumacê, além de monitoramento de pontos em locais de maior risco e checagens semanais de armadilhas ovitrampas. Também “são realizadas atividades educativas nas escolas, orientação à população e visitas domiciliares para identificação e eliminação de possíveis criadouros do Aedes”, elencou a enfermeira.

FLORESTÓPOLIS

Também na Regional de Saúde de Londrina, Florestópolis acumula 644 casos confirmados de dengue, 221 em investigação e um óbito recém-registrado. O prefeito do município de 10.360 habitantes, Onicio Souza, fez um apelo aos moradores por meio de uma rede social nesta terça, para que ajudem a Prefeitura a “manter a cidade cuidada”.

Ele se referiu à epidemia de dengue que a cidade se encontra como uma “situação calamitosa”, e afirmou que nos próximos dias será realizado o terceiro arrastão contra a doença.

A reportagem entrou em contato com a Secretária de Saúde do município, mas o secretário Fabiano Fachina não estava disponível para responder os questionamentos.

RIBEIRÃO DO PINHAL

Ribeirão do Pinhal, no Norte Pioneiro, apresenta 106 casos confirmados de dengue, 223 em investigação e uma morte. Por meio de agentes de endemias, a Prefeitura tem promovido mutirões de limpeza contra a doença e realizado entrega de sacos plásticos à população. São 12.869 pessoas residentes no município.

A reportagem entrou em contato com a Secretária de Saúde da cidade, mas não houve retorno até a publicação do material.

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