Arapongas - A partir de domingo a Sanepar inicia um rodízio no fornecimento de água em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). A cidade foi dividida em três regiões e o racionamento será por 24 horas em cada setor. De acordo com o cronograma apresentado pela companhia ontem, o corte no fornecimento de água irá acontecer um dia por setor, sempre a partir das 9 horas. Não há previsão para o fim do rodízio no município.
Segundo a Sanepar, as altas temperaturas do mês de janeiro fizeram com que o consumo de água na cidade chegasse a 50% a mais do que a capacidade de produção do sistema. A FOLHA noticia desde dezembro a falta de água em vários bairros de Arapongas. "Em virtude de ser uma situação extrema, o rodízio é uma forma de proporcionar uma distribuição mais justa para a população e evitar que apenas alguns bairros fiquem sem o fornecimento", frisou Luiz Alberto da Silva, gerente regional da Sanepar em Arapongas. A capacidade de fornecimento de água no município é de 900 mil litros por hora, volume 30% menor do que é consumido.
Cada área corresponde a cerca de 10 mil imóveis. A única região que não será afetada é a central. "Não há um privilégio com o centro. É que nesta área estão todas as artérias de distribuição do município e se elas forem fechadas vai faltar água na cidade toda. Mas, é bom ressaltar que hoje, sem o rodízio, também falta água no centro", garantiu Silva. A Sanepar está distribuindo folhetos informativos para orientar a população sobre o racionamento. Uma equipe da companhia também foi formada para atender a comunidade pelo telefone: 115.
A Sanepar informou que irá manter caminhões-pipa durante o rodízio para abastecer locais que não podem ficar sem água como escolas, postos de saúde, creches, hospitais e delegacias. "É preciso que a população faça a sua parte com o uso racional da água, apenas para as necessidades primárias", solicitou o gerente.
Segundo Silva, a companhia está investindo R$ 14 milhões na construção de um novo reservatório e de um poço e no remanejamento da rede de distribuição, obras que "vão resolver o problema do racionamento". "Claro que se o investimento tivesse sido feito com antecedência a situação poderia ser outra, mas a cidade tem crescido acima da média estadual. O importante é que as obras vão solucionar a questão e os novos investimentos que virão vão garantir o abastecimento para os próximos 20 ou 30 anos", apontou.

Racionamento
De acordo com a Sanepar, pelo menos outros sete municípios do Paraná estão realizando rodízio no fornecimento de água. Assis Chateaubriand, Toledo e Santa Tereza do Oeste (Oeste), Francisco Beltrão (Sudoeste), Guarapuava (Centro) e Ponta Grossa (Campos Gerais), estão enfrentado racionamento. "O aumento do consumo nessas localidades aumentou entre 10% e 12% e existem casos onde o nível dos reservatórios, sobretudo onde há poços, diminuiu muito em virtude da falta de chuva. Com isso, não é possível manter a produção para atender a demanda", explicou Carlos Roberto Pinto, gerente geral da Sanepar na região Nordeste.

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