Ramallah, Cisjordânia, 12 (AE-AP) - O líder palestino, Yasser Arafat, insistiu hoje (12) em sua posição de que Israel deve levar a cabo as exigências do acordo de Wye River e negou informações de que ele poderia aceitar algumas mudanças propostas pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Barak.
Os comentários de Arafat vieram um dia depois que negociadores israelenses e palestinos tentaram trabalhar uma agenda detalhada para o acordo, que prevê, entre outras coisas, a finalização da retirada de tropas israelenses de 13% da Cisjordânia, prevista originalmente para ocorrer em três etapas.
O acordo de Wye River, assinado em outubro do ano passado na Casa Branca, inclui obrigações que devem ser cumpridas pelos dois lados, como as retiradas das tropas israelenses e o confisco de armas ilegais pelos palestinos.
O antecessor de Barak, Benjamim Netanyahu, suspendeu o acordo depois de entregar aos palestinos apenas 2% de territórios da Cisjordânia. Desde então, os negociadores israelenses e palestinos concordaram que o relógio do acordo de Wye River deveria voltar a funcionar a partir de 1º de setembro.
Mas permanecem as discordâncias sobre a implementação das fases dois e três da retirada das tropas israelenses. Israel vem reiterando que está disposto a promover uma retirara adicional de 5% da Cisjordânia (fase dois) dentro do prazo previsto pelo acordo, o que ocorreria no final de setembro ou início de outubro.
A terceira fase, entretanto, segundo a nova proposta de Barak
seria cumprida na finalização do acordo de paz, o que ocorreria entre janeiro e fevereiro de 2000.
Perguntado hoje por jornalistas a respeito de um possível adiamento nas retiradas, Arafat respondeu: "Não, até agora, nós não aceitamos isto... Nós estamos aceitando apenas o que foi mencionado no acordo de Wye River, assinado no Casa Branca sob a supervisão do presidente (Bill) Clinton".

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