Aracruz pode aumentar produção com abertura de 3ª fábrica no ES
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de janeiro de 2000
Por Mônica Ciarelli 
Rio, 31 (AE) - A Aracruz Celulose estuda ampliar sua produção em 59% com a abertura de uma terceira fábrica no Espírito Santo. O projeto, avaliado em US$ 830 milhões, será levado ao conselho de acionistas no dia 27 de março. A intenção da companhia é expandir de 1,2 milhão para 2 milhões de toneladas a capacidade de produção da Aracruz este ano. A empresa anunciou também que registrou um lucro líquido de R$ 68 1 milhões no ano passado.
"A demanda internacional por papel e celulose está crescendo num ritmo superior à produção", avaliou o presidente da empresa, Carlos Augusto Lira Aguiar. "Existem poucos projetos novos e quem sair na frente pode conquistar uma fatia importante do mercado." Atualmente, a Aracruz, apesar de líder de mercado no Brasil, ocupa o 101º lugar no ranking mundial. Para a construção da nova fábrica serão investidos US$ 650 milhões, além dos US$ 180 milhões destinados à preparação florestal. A unidade terá capacidade para produzir 700 mil toneladas por ano.
A alta do preço da celulose no mercado internacional foi outro motivo que levou a empresa a estudar uma abertura da terceira fábrica no Espírito Santo. Aguiar prevê que o preço da commodity deve manter a trajetória de recuperação em 2000. A alta, no entanto, será bem mais suave do que a registrada no ano passado, quando a celulose subiu de cerca de US$ 400 dólares por tonelada para os atuais US$ 620.
A recuperação dos preços e a perspectiva de crescimento da demanda mundial levaram a empresa a planejar a instalação de uma terceira fábrica de celulose no Espírito Santo. O Brasil produz sete milhões de toneladas anualmente, sendo que a Aracruz responde por uma produção de 1,260 milhão. O presidente da empresa lembrou que o Brasil é hoje o País com mais baixo custo de produção no mundo, de US$ 215 por tonelada. Os custos da Aracruz são ainda mais menores, de US$ 173 por tonelada.
Resultados - A Aracruz anunciou ainda que o lucro líquido de R$ 68,1 milhões do ano passado foi superior ao prejuízo de 98, de R$ 71 milhões. No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 137,3 milhões. O diretor financeiro da companhia, Agílio Leão de Macedo Filho, explicou que o bom resultado refletiu o aumento das receitas com exportações derivado da desvalorização cambial, do crescimento das vendas e da alta do preço da celulose no mercado internacional.


