Damasco, 08 (AE-AP) - Organizações árabes e muçulmanas criticaram hoje (08) os ataques israelenses contra o Líbano, ao mesmo tempo em que a mídia estatal da Síria alertou que ao bombardear o Líbano, o Estado judeu estaria na verdade "atacando" o processo de paz do Oriente Médio.
No Cairo, o ministro das Relações Exteriores egípcio, Amr Moussa, descreveu os ataques aéreos como "um desenvolvimento extremamente perigoso e inaceitável" para o Egito. "Esses ataques criam um clima negativo para o processo de paz", disse ele a jornalistas. O Egito, acrescentou Moussa, está em contato com outros Estados árabes e os Estados Unidos par analisar a situação no Líbano.
Os 55 membros da Organização da Conferência Islâmica (OIC, por sua sigla em inglês) afirmaram em um comunicado que a "agressão mostra claramente a incapacidade de Israel para lidar com a paz e a verdadeira disposição israelense de levar o processo ao fracasso". A OIC acrescentou: "A organização está acompanhando com inquietação esta agressão selvagem".
O secretário-geral da OIC, Esmat Abdel-Meguid, descreveu os ataques israelenses como um "ato criminoso que excedeu todos os limites", além de conclamar os EUA a pressionarem Israel para que cesse a agressão.
Em Damasco, o jornal de língua inglesa Syria Times afirma em seu editorial de hoje que os ataques israelenses podem prejudicar todo o processo de paz. Para a rádio estatal Damasco, a agressão contra o sul do Líbano reflete as "políticas racistas e criminais" do primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, além "ter martelado o último prego no caixão da paz".