árabes condenam ataques israelenses contra o Líbano
Cairo, 25 (AE-AP) - árabes condenaram hoje (25) os ataques aéreos de Israel contra o Líbano, classificando-os de uma agressão injustificada e advertindo que eles vão apenas colocar em risco as perspectivas de paz no Oriente Médio.
"É uma flagrante agressão", afirmou o secretário-geral da Liga árabe, Esmat Abdel-Meguid, à Associated Press. "Essa operação irá criar mais complicações em relação à estabilidade e paz da região".
Na mais séria escalada de hostilidades entre Israel e Líbano desde 1996, aviões de combate israelenses atacaram estações elétricas e pontes, matando nove civis e ferindo dezenas de outros. Ataques da guerrilha libanesa no norte de Israel mataram dois israelenses e feriram 18.
O primeiro-ministro da Jordânia, Abdur-Rauf S. Rawabdeh, cujo país assinou um tratado de paz com Israel em 1994, estava visitando o Líbano quando os combates explodiram. Rawabdeh denunciou os ataques israelenses, destacando que eles se concentraram em "alvos civis e de infra-estrutura".
"Acreditamos que tal agressão irá retardar o processo de paz, se não pará-lo, vindo num momento quando existiam elevadas esperanças de que as conversações de paz iriam retornar aos trilhos certos".
As hostilidades ocorreram durante o período de transição em Israel, quando o primeiro-ministro eleito Ehud Barak tenta formar um governo.
Muitos árabes esperam que Barak retome as conversações de paz com a Síria e o Líbano, que permaneceram emperradas durante o governo de Benjamin Netanyahu.
Ao atacar agora, considerou a estatal Rádio de Damasco, na Síria, Israel está tentando criar "um perigoso clima de tensão que colocará o governo de Barak numa situação crítica". Os ataques "também revelam um profundamente enraigado espírito agressivo e uma hostilidade perante à paz que tem caracterizado o governo de Netanyahu nos últimos três anos", afirmou a rádio.
Abdel-Meguild, líder da Liga árabe de 22 membros, criticou Barak por permanecer hoje em silêncio em relação aos ataques aéreos, que autoridades israelenses afirmam Netanyahu ordenou sem consultar Barak.
"Estávamos esperando que Barak rechaçasse ou não endossasse esse ato, mas a posição de Barak é desapontadora", disse Abdel-Meguid.
Abdul Kader Bajamal, ministro do Exterior do Iêmen disse que "a agressão confirma que apostar numa mudança interna em Israel é perda de tempo porque Israel é um regime completamente hostil".
O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, entrou em contato com líderes árabes buscando um acordo sobre a convocação de uma cúpula árabe que discutiria a situação, disseram autoridades.
A Arábia Saudita pediu à comunidade internacional e ao secretário- geral da ONU, Kofi Annan, que suspendam as agressões, disse uma autoridade não identificada à Agência de Notícias Saudita.
O ministro do Exterior do Kuwait, xeque Sabah al-Ahmed al-Sabah, afirmou que considera os ataques israelenses uma "ameaça à soberania, segurança e estabilidade do Líbano, assim como um sinal da determinação israelense de abortar todos os esforços relacionados ao processo de paz."
A rádio iraniana considerou que Netanyahu, sabendo que terá em breve de entregar o poder a Barak, estava tentando "provocar combatentes libaneses a promoverem operações contra Tel Aviv





