Ar-condicionado pára e passageiros da CPTM quebram vidros de trem
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domingo, 27 de fevereiro de 2000
Por Valéria Rossi 
São Paulo, 28 (AE) - O atraso na circulação de trens acabou em tumulto hoje na estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O trem que seguia para o Brás quebrou e os cerca de 1.600 passageiros ficaram desesperados com a falha no sistema de ar condicionado. Algumas pessoas quebraram os vidros dos vagões para sair. Duas foram levadas para o hospital.
O problema começou por volta das 6h50, quando o trem que ia sentido Rio Grande da Serra-Brás quebrou próximo à Estação São Caetano. A falha no sistema mecânico também comprometeu a parte elétrica, atingido o ar-condicionado.
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados para conter o tumulto na saída das pessoas do trem. Os passageiros João Carlos Mendes e Aparecida Pinheiros Silva passaram mal com o calor. Os dois foram levados ao Pronto-Socorro de São Caetano, segundo o Corpo de Bombeiros. O PS informou que os dois tiveram queda de pressão, mas já haviam sido liberados à tarde.
Segundo a CPTM, o veículo foi removido até a Estação de São Caetano - onde os passageiros tiveram de pegar outro trem. A Assessoria de Imprensa da empresa confirmou a falha, mas negou ter havido tumulto.
Conforme a CPTM, os passageiros não ficaram presos no trem. O problema causou um atraso, pela manhã, no transporte de trens de aproximadamente 10 a 15 minutos. O trem danificado foi substituído e não prejudicou o transporte de passageiros na linha Rio Grande-Brás durante o dia.
Prejuízo - A CPTM informou que os passageiros destruíram dez janelas do trem - com prejuízo de aproximadamente R$ 12 mil. A Assessoria de Imprensa informou que nos últimos cinco anos o prejuízo com vandalismo caiu. Em 1995, a empresa investia em média R$ 200 mil por mês em conserto de equipamento e material danificados pelos passageiros. As lâmpadas eram os alvos mais visados pelos vândalos, que quebravam cerca de 1.500 peças por mês.
Nessa época, havia um segurança para cada 2 mil passageiros. Já em 1996, a empresa reforçou a segurança e fez campanhas de conscientização. O prejuízo com o vandalismo caiu para R$ 60 mil. A assessoria não soube informar o valor destinado atualmente para o problema.


