Lisboa, 11 (AE) - Com a aquisição anunciada nesta terça-feira (11) da área financeira do Grupo Mello, o Banco Comercial Português (BCP) vai passar a ser a quarta maior instituição financeira da península ibérica.
Em Portugal, o grupo passará a deter 28% do mercado bancário e 27% do mercado de seguro, ficando atrás, apenas, da estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD). A integração, que deve estar concluída até 31 de maio, vai custar para 1,261 bilhão de euros para o BCP.
A nova instituição terá ativos de cerca de US$ 53 bilhões; depósitos em torno de US$ 26,4 bilhões; e cerca de US$ 31,5 bilhões, de empréstimos.
A operação constitui um salto para o Grupo BCP, ou seja, um aumento superior a 20% nos valores das operações. Com a integração, o Grupo BCP passa a controlar toda a área financeira do Grupo Mello que, por sua vez, torna-se o maior acionista individual com cerca de 9% do capital.
"O Grupo Mello passa a ser um acionista mais importante que os nossos parceiros internacionais, mais que os investidores institucionais estrangeiros", afirmou o presidente do BCP, Jorge Jardim Gonçalves.
É a primeira fusão de grupos financeiros portugueses cotados em bolsas. O BCP vai oferecer 213 ações para cada 100 ações do Grupo Mello. Isto representa 24% a mais do que a cotação do dia 7 de janeiro. No Brasil, a integração dos grupos não deve alterar as operações.
O Banco Mello Investimentos tem atividades marginais de apoio às empresas portuguesas no Brasil. O único país em que haverá uma modificação importante é Moçambique, onde o Grupo Mello é proprietário do maior banco privado, e o BCP é dono do terceiro maior grupo financeiro.