'Aquelas gotinhas são maravilhosas'
Curitiba - Há mais de uma década o professor João (o nome foi alterado a pedido do entrevistado), 40 anos, já usava medicamentos homeopáticos. Após passar por um período de depressão, em que os medicamentos alopáticos não fizeram efeito, adotou os métodos alternativos. Como gostou do resultado, passou a tomá-los para outros tipos de doença.
Em 2003, ele percebeu o surgimento de uma mancha na pele. Acabou descobrindo um tumor em estágio avançado e que também era portador do vírus HIV. Em seguida, iniciou um tratamento homeopático, paralelamente ao uso dos retrovirais, para o vírus, e quimioterapia para o câncer. ''Foi um choque. A opinião dos médicos era a de que eu não ia aguentar'', diz João. O resultado foi o contrário. Os efeitos colaterais, comuns em pacientes que passam pela quimioterapia, não atingiram o professor. ''A minha médica não acreditou que não caiu nenhum fio de cabelo da minha cabeça. Enquanto os outros pacientes chegavam debilitados e iam embora ainda piores, eu não sofri nada, nem vômito ou enjoo'', conta.
Depois de seis anos, João conseguiu superar o tumor e, até hoje, não passou por nenhuma doença oportunista. ''Tenho amigos que são portadores do HIV há 20 anos e tomam homeopatia. Eles estão muito bem'', conta.
Atualmente o professor toma três comprimidos pela manhã e três à noite, para tratar do HIV. ''Antes era uma concha de comprimidos, hoje é tudo melhor'', compara. Isso também pode ter auxiliado na diminuição ou anulação dos efeitos colaterais, avalia. ''O tratamento homeopático é maravilhoso. Ele trata o todo, e não apenas o efeito. Ele trata as causas. Aquelas gotinhas são maravilhosas'', ressalta.(D.C.)





