Brasília - O delegado da Polícia Federal Renato Sayão, responsável pelo inquérito que apura as causas da queda do Boeing da Gol, acredita que poderá concluir as apurações em 60 dias. ''Não é uma investigação difícil do ponto de vista policial. Há poucas diligências envolvidas. A complexidade está na análise das provas técnicas'', diz.
O delegado esteve em Brasília para fazer os primeiros contatos com autoridades do Ministério da Aeronáutica e peritos em aviação da própria Polícia Federal. Pelo menos até a conclusão do inquérito, Polícia Federal e Ministério Público querem manter o piloto e o co-piloto do Legacy que colidiu com a aeronave da Gol retidos no Brasil. Os passaportes dos dois foram apreendidos e estão em poder da PF.
Até o momento, o inquérito contém os depoimentos dos sete ocupantes do
Legacy, depoimentos de pessoas que estavam nas proximidades do local em que o avião caiu e testemunharam o acidente e uma lista de providências que incluem o requerimento dos planos de vôo do Legacy.
Também há o laudo de inspeção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nos equipamentos de controle aéreo das torres que acompanharam a trajetória dos dois aviões, assim como a cópia do inquérito da agência que apura as causas do acidente, ainda em andamento.
A partir da próxima terça-feira, o delegado concentrará os trabalhos em Brasília e iniciará o interrogatório dos controladores de vôo que estavam trabalhando na sexta-feira 29, data do acidente. Sayão trabalha com a hipótese de falha humana, já que as duas aeronaves eram novas.

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