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Apucarana registra 14 casos de chikungunya em menos de um mês

Secretaria de Saúde do município investiga outros sete casos suspeitos da doença

Viviani Costa - Grupo Folha
Viviani Costa - Grupo Folha

A Secretaria de Saúde de Apucarana, no Norte do Paraná, está em alerta após a confirmação de 14 casos de chikungunya nas últimas semanas. De acordo com os boletins epidemiológicos da Sesa-PR (Secretaria de Estado da Saúde), dois casos positivos da doença foram registrados pelo Estado no dia 23 de março. Na semana seguinte, mais três resultados positivos passaram a fazer parte das estatísticas. O último balanço divulgado nesta terça-feira (6) pela Sesa-PR apontou mais nove casos da doença na cidade e um total de 14 confirmações.


 

Apucarana registra 14 casos de chikungunya em menos de um mês
Arquivo - AEN
 


O coordenador do setor de Endemias da Secretaria de Saúde de Apucarana, Mauro de Aguiar Almeida, afirmou que o município aguarda resultados de exames de outros sete moradores com suspeita da doença. Todos os casos, segundo ele, foram identificados no bairro Fraternidade. A chikungunya, assim como a dengue e o zika vírus, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.


“Como cidade-sede da 16ª Regional de Saúde, a gente coleta exames não só específicos para o diagnóstico de dengue. Nós coletamos também para arboviroses para saber qual tipo de dengue prevalece na região, se há casos de zika e de chikungunya. Assim que diagnosticamos esse caso de chikungunya fizemos uma pesquisa local no bairro e, como já se faz na dengue, também adotamos ações de bloqueio e de busca ativa com equipes de emergência do município”, explicou.


O primeiro caso confirmado foi o de um rapaz que apresentou sintomas como dores nas articulações, febre e manchas na pele. Ele procurou o pronto atendimento do município. Após o diagnóstico, outros integrantes da família também apresentaram sintomas.


Equipes do setor de endemias foram até o bairro para verificar se havia locais com água parada e focos do Aedes aegypti. De acordo Almeida, a quantidade de focos encontrada não foi tão expressiva. Os agentes de saúde também aplicaram inseticida nas residências por meio das chamadas bombas costais e a população também foi orientada a usar repelente. “Já fizemos três aplicações e vamos fazer a quarta nesta semana”, acrescentou.


Para o coordenador do setor de endemias, a doença pode estar subnotificada no Estado. Em todo o Paraná foram confirmados 21 casos desde agosto do ano passado, três deles em Londrina.


“Acredito que outros municípios do Paraná possam ter também casos. O que acontece é que quando a pessoa aparece com suspeita de dengue, os profissionais costumam pedir só o exame para diagnosticar a dengue e aí o resultado vem negativo. Na maioria dos casos, as pessoas vão melhorando dos sintomas e isso acaba passando batido. Agora, como a gente teve essa suspeita, os profissionais foram alertados a pedir exames de dengue e de chikungunya”, comentou.


O chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16a Regional de Saúde de Apucarana, Marcos Costa, explicou que o exame para detectar as arboviroses é realizado apenas nas cidades-sede das regionais de saúde do Paraná. Cada regional possui uma ‘unidade sentinela’ responsável pelas coletas semanais de amostras. Os resultados são acompanhados para monitorar a incidência de casos nas regiões. Para este exame, a coleta deve ser feita até o quinto dia a partir do início dos sintomas. Uma única amostra pode diagnosticar dengue, chikungunya e a presença do zika vírus.


Já a partir do sexto dia, é possível solicitar exames sorológicos independentes em que cada amostra pode apontar a doença presente no organismo do paciente e auxiliar no diagnóstico. O exame sorológico pode ser solicitado por profissionais de qualquer município. Conforme Costa, as equipes que atuam nas cidades próximas a Apucarana também já foram orientadas a pedir exames sorológicos específicos para a identificação da chikungunya.


O surto localizado da doença é acompanhado pelas autoridades de saúde. As equipes aguardam as próximas semanas para avaliar os resultados da aplicação do inseticida e da colaboração da população para eliminar focos do mosquito transmissor da doença.


“Primeiro vamos verificar a eficiência das bombas costais, se essa ação obteve o resultado esperado. Creio que, na semana que vem, já poderemos ver se as notificações vão cair. Se isso acontecer, não terá necessidade de aplicação do fumacê. Nossos técnicos acompanham essa questão. Neste primeiro momento, essa aplicação não é necessária. Se as notificações não caírem, vamos estudar e analisar o que poderá ser feito”, ponderou.


Os moradores de Apucarana diagnosticados com chikungunya apresentam quadro de saúde estável. Em relação à dengue, o município registrou 13 casos desde janeiro deste ano. A Sesa-PR acompanha o combate às doenças no município e solicitou relatórios das ações já desenvolvidas.

(Matéria atualizada às 17h40)



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