Londrina - O bom desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é uma prova que o ensino integral dá resultado. São os casos de Apucarana, pioneira no Estado e uma das primeiras no Brasil, que implantou o sistema por lei municipal em 2001, e Porecatu (Norte), que desde 2005 também aderiu à escola integral.
Em Porecatu, as crianças ficam durante todo o dia na sala de aula e o Ideb local pulou de 3,2 para 5,1. Já Apucarana, que em 2005 teve Ideb de 4.8, saltou para 6.0 na última avaliação, meta estabelecida pelo governo federal para o município apenas para 2022, e superior à média paranaense de 5.2.
Segundo Claudio Silva, presidente da Autarquia Municipal da Educação de Apucarana, o ensino integral atinge 9.155 crianças das 38 escolas municipais e 27 centros de educação infantil. Elas permanecem na escola das 7h30 às 16h30 e, além das disciplinas curriculares, participam de atividades esportivas, artísticas, culturais. ''Não trabalhamos com conceito de turno e contraturno, mas sim com conceito de educação integral, verificando os conceitos e habilidades exigidas pela vida'', diz.
Silva ressalta que para chegar ao formato de educação integral, o município elaborou um projeto político-pedagógico que foi aprovado pelo Conselho estadual de Educação. Para fazer o projeto, conta, foi necessário seguir algumas etapas, com a elaboração de um inventário, que identificou recursos humanos, materiais e financeiros. Posteriormente, foi elaborado um plano de investimentos, que detalhou as ações necessárias.
''Além da questão educacional, há outros ganhos. Hoje, não se vê crianças na rua, porque elas estão sempre participando de projetos educacionais. As famílias também estão mais presentes na questão educacional, o que fortaleceu as associações de pais e os conselhos de educação'', diz.(M.G.)

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