Felizes e ansiosos como os demais calouros, dois estudantes de escola pública que foram aprovados pelo sistema de cotas não temem ser discriminados pelos colegas da UEL. Cientes de que foram aprovados também por méritos próprios, eles garantem que ''vai cair do cavalo'' quer quiser diminuir a conquista.
Jaqueline Fabeni dos Santos e Douglas Sbroglia da Silva, ambos com 17 anos, estudaram todo o ensino fundamental e médio no Colégio Estadual Polivalente (Zona Oeste de Londrina) e elogiam que a escola foi melhorando bastante ao longo dos anos. Problemas, afirmam, o colégio ainda tem muitos mas os dois afirmam que preferiram investir na qualidade dos professores.
Colegas há anos, os novos calouros Jaqueline passou em Ciências Sociais e Douglas foi aprovado para o curso de Química eles acreditam que o sistema de cotas ''equilibra os candidatos e deixa a concorrência um pouco mais justa''. ''Se alguém perguntar, vou falar que estudei em escola pública e passei pelo sistema de cotas. Pode até ter um certo preconceito mas me orgulho muito de onde vim'', avisa o futuro químico, que vai incentivar
Exceto pelo fato de serem cotistas, eles brincam que as consequências da aprovação foram as mesmas que sofreram os demais candidatos. Tiveram que enfrentar trotes dos colegas, levaram ovos na cabeça e garantiram a alegria em família. Douglas também não escapou da tradição de perder os cabelos. E até aí teve sorte, porque a cabeleireira que ''consertou o estrago'' não cobrou pelo serviço.(L.A.)

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