Agência Folha
De São Paulo
O Ministério da Saúde anunciou ontem a aprovação do registro de mais quatro medicamentos genéricos de dois laboratórios. Apenas um deles será vendido em farmácias – os outros três serão de uso exclusivo de hospitais. Segundo os laboratórios, os medicamentos estarão disponíveis na primeira semana de março. Após esse prazo, o consumidor poderá economizar R$ 32,41 ou R$ 45,34 (dependendo do número de comprimidos) ao comprar o genérico claritromicina (antibiótico), do laboratório Medley, que é 37% mais barato que seu respectivo medicamento de marca, o Klaricid (Abott).
Os outros três novos genéricos serão produzidos pelo laboratório Teuto. São eles: cloridrato de metoclopramida (para náuseas, vômitos e distúrbios estomacais), genérico do Plasil (Hoechst); oxacilina sódica injetável (antibiótico), genérico do Staficilin N (Bristol Myers) e cloridrato de lincomicina injetável (antibiótico), cujo medicamento de marca é o Frademicina (Pharmacia UPJ). Com esses quatro remédios, sobe para dez o número de genéricos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Laboratórios O Ministério Público de Minas Gerais anunciou ontem a instauração de processos administrativos contra 15 laboratórios devido à suspeita de aumento abusivo no preço de medicamentos entre agosto de 94 e junho de 99. Os laboratórios, 12 com sede em São Paulo e três no Rio de Janeiro, teriam aumentado o preço de 27 medicamentos em até 140% acima da inflação. Os processos foram baseados em documentos enviados ao Ministério Público mineiro pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos medicamentos da Câmara Federal.
Os laboratórios têm um prazo de dez dias úteis após o recebimento da intimação para se defender. Segundo o procurador de Justiça Arnaldo Gomes Ribeiro, caso fique comprovado o aumento abusivo, os laboratórios podem receber multas que vão de R$ 212 a R$ 3,2 milhões para cada infração.
Uberlândia As três empresas farmacêuticas de Uberlândia (MG) que sofreram interdição cautelar da ANVS têm prazo de 15 dias para apresentar defesa. As empresas Quimioterápica Brasileira, Sidone Indústria e Comércio e Dover Farmacêutica foram fechadas pela Vigilância.
Os produtos dessas empresas estão interditados de forma cautelar desde anteontem, isto é, não serão recolhidos das farmácias, mas só podem voltar a ser vendidos depois que elas provarem que as fábricas estão dentro das normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária.