Colônia, Alemanha (AE-AP) - Com a retirada das tropas iugoslavas de Kosovo a caminho, 31 nações aprovaram hoje (10) um pacto de estabilidade para os Bálcãs que, entre outros objetivos
procura ajudar a região economicamente.
O acordo recorde foi possível depois que os sete países mais ricos e a Rússia - o G-8 - negociaram por três dias uma fórmula para pôr fim à crise de Kosovo.
A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, comparou a tarefa de reconstrução com o Plano Marshall, que ajudou a reconstruir a Europa Ocidental depois da Segunda Guerra Mundial, e com os esforços para se levar a prosperidade à Europa Oriental após a queda do comunismo.
"Nós não queremos que o conflito que termina agora em Kosovo seja o prelúdio de outros", disse ela durante uma reunião entre o G-8 e ministros dos Bálcãs. "Nós queremos construir uma verdadeira base de uma nova era de paz".
Com a autorização do Conselho de Segurança para a entrada de uma força de paz internacional em Kosovo, o ministro das Relações Exteriores alemão, Joschka Fischer, falou do "fim das guerras iugoslavas" depois de quase uma década de matanças.
"Nós queremos que todos os países da região se desenvolvam para uma Europa integrada", disse Fischer, que participou do encontro. "No momento em que as tropas de paz ocuparem Kosovo e os refugiados puderem retornar, só então conseguiremos entender o que alcançamos: o fim de guerra na Europa", disse Fischer.
Além de comprometer os governos do sudeste da Europa na adoção de reformas no estilo ocidental e em viver pacificamente com seus vizinhos, o pacto de estabilidade prevê ainda painéis permanentes para discutir conflitos fronteiriços e disputas entre minorias. Nenhum valor de ajuda está previsto no pacto, entretanto, Fischer disse que uma conferência para discutir esse assunto será realizada o mais breve possível.

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