Aprovada reclama de discriminação
A médica capixaba Luana das Graças de Oliveira, 27 anos, se formou na Universidad Adventista del Plata, na Argentina, no ano passado. Logo depois, teve o diploma reconhecido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) através do Revalida. Atualmente, ela trabalha no Hospital Municipal de Maringá e em uma unidade de pronto-atendimento na vizinha Sarandi.
Luana diz que não considerou a prova do Revalida difícil, mas faz ressalvas ao exame. ''Se o objetivo é revalidar academicamente, então (a prova) deveria ser para todos. Existem universidades ruins e boas tanto aqui quanto fora do Brasil. Agora, se o objetivo é testar conhecimentos da realidade brasileira, deveriam existir mecanismos de estágio'', afirma a médica. Ela explica que conhecia o conteúdo relativo ao SUS porque havia feito estágio em Maringá antes do exame.
''Achei a prova até fácil, mas ela tem realmente muita coisa do protocolo brasileiro. Na Argentina, o protocolo é muito direcionado para o modelo europeu, enquanto no Brasil, é mais o protocolo americano'', aponta Luana.
A médica afirma que sete médicos formados na Universidad Adventista del Plata fizeram o Revalida no ano passado, e todos passaram no exame. ''Existe uma discriminação muito forte na classe médica brasileira. Muitos têm a visão de que quem estudou fora não presta'', desabafa. (F.G.)





