A necessidade de aprovação pela Capitania dos Portos dos planos de resgate do navio ''Norma'', que permanece encalhado na Baía de Paranaguá, atrasou o início dos trabalhos previsto para ontem no começo da tarde. Na quinta-feira, o navio bateu em uma pedra no Canal da Galheta, em Paranaguá, Litoral do Paraná, causando vazamento de nafta - substância altamente explosiva utilizada em combustíveis e na indústria química.
Na manhã de ontem, cerca de 70 toneladas de material, incluindo mangueiras e bombas compressoras, chegaram ontem a São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), no Aeroporto Afonso Pena. A carga foi encaminhada a Paranaguá onde o navio permanece cercado por barreiras de contenção. A Petrobras prometeu entregar até o final da tarde de ontem um projeto de resgate da carga e do navio (salvatagem), que depende de aprovação pela Capitania dos Portos antes de ser colocado em prática. Na quinta-feira pela manhã, o Porto trabalhou sob o risco de explosão.
Para coordenar o resgate, a Petrobras contratou a empresa holandesa Smitt Américas Inc - a mesma empresa que comandou a operação de retirada do submarino russo Kursk. Os equipamentos vieram dos Estados Unidos. Uma equipe de técnicos está fazendo o acompanhamento do navio.
O gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Transpetro (subsidiária da Petrobras), Aluísio Teles Ferreira Filho, disse que a intenção é recuperar o restante da nafta sem mexer na estabilidade do navio.
A Defesa Civil espera com ansiedade o projeto de salvatagem. ''Quanto mais cedo se fizer o resgate, melhor. Mas estou otimista'', comentou o coronel Luiz Antonio Borges Vieira, coordenador estadual da Defesa Civil.
De acordo com o coodenador, a nafta pode ser retirada, aliviando o peso do navio, para que ele possa ser removido do local. O produto seria alojado em um petroleiro ou outro navio.
Segundo o presidente da Petrobras, Henri Phillipe Reichstul -que visitou o local do acidente na quinta-feira-, há pelo menos dois anos não havia registro de acidente com nafta envolvendo a Petrobras.
Ontem, o Porto de Paranaguá realizou operações de carga e descarga. As movimentações na área do acidente, no entanto, estão suspensas. A expectativa era que, no final da tarde, o tráfego fosse liberado. Até o fechamento desta edição, isso não havia ocorrido.

mockup