Imagem ilustrativa da imagem Apresentações marcam os 60 anos da Concha Acústica


A Praça Primeiro de Maio, no centro de Londrina, ficou cheia nesta segunda-feira (1º). Os londrinenses saíram de casa neste feriado para celebrar os 60 anos de um dos mais importantes aparelhos culturais da cidade: a Concha Acústica. A festividade, que começou às 17 horas, foi marcada por diversas apresentações culturais, além da presença da Biblioteca Móvel Ambiental e de grupos da Economia Solidária. A festa foi realizada pela Secretaria Municipal de cultura, com apoio do Grupo FOLHA de Comunicação.

A Escola de Circo de Londrina abriu a programação com a apresentação de palhaços. As estripulias agradaram os quatro filhos do vendedor autônomo André Augusto da Silva Costa, de 33 anos. "Não é todo dia que posso trazê-los para ver algo tão legal. O sorriso deles não tem preço", disse Costa. Em seguida, as acrobacias de alunos e professores da Escola de Circo empolgaram a plateia. José Maria Pereira da Silva, de 21, deixou o Exército para trabalhar no projeto. "Conheci o trabalho do grupo em Apucarana (Centro-Norte) e gostei muito. Decidi que era isso que eu queria fazer", contou.

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| Foto: Fotos: Fábio Alcover



Sérgio de Oliveira, mais conhecido como o palhaço Strimilik, é um dos coordenadores do projeto. Ele ressaltou a importância da apresentação. "A Concha é um palco muito emblemático e, se apresentar aqui no aniversário de 60 anos, é uma honra que nunca vamos nos esquecer", comentou. Para Oliveira, a apresentação na rua reforça o caráter social da Escola de Circo. "Essa visibilidade é muito legal, todo mundo pode conhecer melhor nosso trabalho e, assim, fortalecemos a cultura circense na cidade", avaliou.

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O palco foi tomado, depois, pelo hip-hop. Em cima da base do DJ Damião, os Mcs Washington, o "W"; Melk e Pinduca fizeram improvisos em comemoração aos 60 anos da Concha e aos nove anos do projeto Batalha na Concha, que toda sexta-feira reúne Mcs em disputas de rimas. Atualmente, o evento ocorre no Zerão. "Aqui foi onde tudo começou. Não podíamos subir no palco, porque a prefeitura cobrava, então fazíamos as batalhas em um cantinho aqui. Mas o projeto cresceu tanto que hoje é considerada uma liga profissional", disse Washington.

O encerramento do evento ficou por conta da Escola Municipal de Dança, que executou números de dança contemporânea e balé clássico; e com o Ballet de Londrina, que apresentou um fragmento do espetáculo Sem Eira, Nem Beira, inspirado na cultura popular nordestina. O diretor do Ballet de Londrina, Leonardo Ramos, explicou que o grupo fez uma adaptação para a apresentação da noite. "A Concha não é o melhor palco para um balé, mas aceitamos o convite e adaptamos nosso número pois acreditamos ser fundamental a ocupação do espaço público", frisou.

Mcs fazem improvisações no palco, para celebrar o aniversário do espaço histórico
Mcs fazem improvisações no palco, para celebrar o aniversário do espaço histórico



O secretário de Cultura, Caio Júlio Cesaro, informou que tem planos de expandir as atividades culturais na Concha Acústica. "Esse é um espaço histórico de importantes manifestações artísticas e sociais. A intenção é retomar as atividades de música, cinema e teatro aqui", pontuou. Durante o evento, o secretario anunciou ainda a realização de um concurso de fotografias, que será organizado pelos fotoclubes da cidade e terá apoio da Secretaria de Cultura e da Folha de Londrina. Segundo Cesaro, o regulamento deve ser concluído ainda nesta semana.

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