Apresentação de tecnologias será nos próximos dias
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quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai promover quatro audiências públicas referentes ao Lixo Zero nos dias 29, 30 e 31 de outubro e 1º de novembro. O programa tem como objetivo eliminar a destinação de resíduos sólidos por meio de aplicação de tecnologias em no máximo três anos após ser adotado. Oito propostas de empresas especializadas serão apresentadas. A que tiver melhor viabilidade em relação ao custo será escolhida.
De acordo com a CMTU, o Processo de Manifestação de Interesse (PMI) encerrou a primeira fase em setembro com 21 empresas de quatro Estados (PR, SP, RS, RJ), além de multinacionais, inscritas. Do total, oito projetos foram selecionados. A CMTU quer envolver toda a sociedade para contribuir no processo de escolha da melhor tecnologia. As audiências vão ser realizadas no auditório da Unopar do Shopping Catuaí (zona sul), das 18h30 às 22 horas. Serão apresentados dois projetos por dia.
Com o Lixo Zero, as mudanças ocorrem após a primeira fase da cadeia do lixo: a produção. Na primeira separação, os recicláveis continuam a ser destinados às cooperativas, porém o lixo úmido, composto pelo orgânico e rejeito, também será separado. De acordo com a assessoria da CMTU, os materiais orgânicos podem ser destinados à compostagem e servirem como adubo. Agora, para o rejeito, o órgão procura a ajuda da tecnologia.
A incineração, utilizada em alguns países para transformar o rejeito em material base para fabricação de asfalto, esbarra nas leis ambientais do Paraná e está descartada. As reuniões da PMI servirão de base para definir o termo de referência da licitação milionária definirá a empresa contratada, que deverá se enquadrar e cumprir algumas premissas, como o respeito às leis ambientais e manutenção do trabalho das cooperativas de recicladores.
A administração pretende colocar o projeto em prática antes da lei do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010 que passará a vigorar em 3 de agosto de 2014. O edital de licitação só será lançado após análise minuciosa dos modelos sugeridos. A contratação será por meio de parceria público-privada (PPP).


