Aprender a ter mais paciência
Desligado. Era assim que o menino Rodolfo Onório, de 11 anos, morador de Londrina, era taxado há pouco mais de dois anos atrás, quando ainda não tinha o diagnóstico de TDAH. A mãe, Terezinha Rocato Lima, de 46 anos, conta que os problemas causados pelo déficit de atenção foram principalmente na escola, onde reprovou por duas vezes a 1 série e uma vez a 2 série. ''Ele não aprendia. Chegava para fazer a tarefa e não sabia nada, cheguei a ligar para a diretora e perguntar se o problema não era com a professora. Mas, não era, ele é que não prestava atenção'', conta.
Em casa, segundo a mãe, ele também era bastante ''desligado'', prestando atenção em tudo, mas não se concentrando em nada. ''Quando ia fazer a tarefa ficava olhando o que o irmão fazia, e na escola prestava atenção nos colegas''.
Da mesma maneira, Dayane Cristine Silva, de Londrina, apresentou os primeiros sintomas na escola, segundo a mãe, Zenilda Silva da Rosa, de 27 anos. Como não conseguia prestar atenção na aula, no caderno da menina de 10 anos apareciam grandes ''buracos'' de trechos das matérias que ela não conseguia copiar da lousa. ''Ela não prestava atenção, levantava toda hora da carteira e brigava com outras crianças, até que no projeto (Tempo de Aprender) eles descobriram que ela tinha déficit de atenção'', explica a mãe.
Hoje, tanto Rodolfo, quanto Dayane, tomam metilfenidato de 2 a 6 feira, no período em que vão para a escola. ''Fez toda a diferença, agora ele se concentra mais, e é muito bom em matemática'', elogia Terezinha, mãe de Rodolfo. ''Tive que aprender a ter mais paciência, descobri que não é má vontade dela'', explica Zenilda, mãe de Dayane. (C.P.)





