Apreensões do Denarc quase superam total de 2012
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Nos cinco primeiros meses deste ano, a Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná (Denarc) apreendeu 2,3 toneladas de maconha, cocaína, crack e haxixe, volume que representa quase o total destas drogas retiradas de circulação no ano passado, quando o índice foi de 2,8 toneladas. Os dados são referentes às oito unidades do órgão, localizadas em Londrina, Curitiba, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Pato Branco.
O maior volume de apreensões foi verificado na unidade de Cascavel (790,5 kg), seguida por Curitiba (413,2 kg) e Maringá (348,9 kg). Em Londrina, conforme os dados, foram apreendidas 218,6 kg, sendo 194,5 quilos de maconha, 21,9 quilos de crack e 2,2 quilos de cocaína.
Os agentes do Denarc também tiraram de circulação 12.360 frascos de lança-perfume, 136 micropontos de LSD e 150 comprimidos de ecstasy. Além disso, foram detidos 258 suspeitos de tráfico e recolhidos 57 automóveis, 28 armas e 563 munições de diversos calibres. A maior quantidade de prisões ocorreu na região de Maringá (81), seguida de Londrina (44) e Ponta Grossa (29).
O delegado chefe da Denarc, Riad Braga Farhat, explica que o órgão atua em duas frentes: apreensão de grandes carregamentos e prisão de pequenos traficantes nos pontos de venda. "Dessa maneira evitamos que os carregamentos cheguem até as cidades e impedimos o crescimento dos índices de criminalidade", destacou.
As apreensões nas unidades de Londrina, Curitiba e Ponta Grossa já superaram o total do ano passado. Na capital, até maio, foram tirados de circulação 413,2 quilos de droga, quantidade superior aos 151,7 quilos de 2012. Já em Londrina, neste ano já foram apreendidos 218,6 quilos de droga, contra 121,5 quilos no ano passado. E em Ponta Grossa, o volume recolhido já chega a 210,4 quilos, e, em 2012, as apreensões somaram 12,3 quilos.
De acordo com o delegado titular do Denarc em Londrina, Lanevilton Theodoro Moreira, é perceptível o aumento da participação de adolescentes nos pontos de venda. "Quando combatemos o tráfico envolvendo quadrilhas, grandes carregamentos de drogas, prendemos integrantes adultos. Por outro lado, observamos a participação de inimputáveis (adolescentes) porque os traficantes precisam de alguém para fazer a revenda, que é o que mais expõe", disse.


