Londrina - Porta de entrada de boa parte da maconha produzida no Paraguai, o Paraná registrou no ano passado apreensão recorde da droga por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram apreendidas 55 toneladas ao longo de todo o ano, superando a marca de 52,3 toneladas apanhadas em 2010. Conforme levantamento divulgado ontem pela PRF, as apreensões de maconha cresceram 27,6% no Estado em relação a 2013, quando foram apanhadas 43,1 toneladas da droga. O total acumulado de maconha apreendido pela polícia nas rodovias federais paranaenses de 2009 a 2014 foi de 220,9 toneladas. Em termos percentuais, a apreensão subiu 145,54% nos últimos cinco anos.
Quanto à cocaína, o volume de apreensão é menor, mas os números também impressionam. Em 2014, a Polícia Rodoviária Federal apanhou quase uma tonelada da droga (913,9 quilos) no Estado, mais do que o dobro registrado no ano anterior (380,1 quilos). É a maior quantidade apreendida pela PRF desde 2011, quando o volume apanhado foi de 532 quilos. De 2009 a 2014, o número de apreensões de cocaína saltou 318%. Já a apreensão de crack caiu de 768,1 quilos em 2013 para 447,6 no ano passado (-41%). Também chama a atenção a diminuição de cigarros contrabandeados apanhados pela PRF no Estado. Foram 13,5 milhões de maços no ano passado, contra 31,1 milhões em 2013 (queda de 56%).
O inspetor Fernando de Oliveira lembra que o Paraná é rota de passagem da maconha produzida no Paraguai, o que ajuda a explicar a grande quantidade da droga que entra pelo Estado por meio das regiões de fronteira, via Foz do Iguaçu e Guaíra (Oeste). Essas cidades abrigam duas das sete delegacias da PRF instaladas no Paraná. "Historicamente, o Paraná só perde para o Mato Grosso do Sul em apreensão de maconha, porque lá também é porta de entrada da droga produzida no Paraguai. O Paraná é rota de passagem para a droga ser distribuída em carregamentos menores rumo ao Sul, especialmente Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, há muito consumo local."

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