Curitiba - Com a apreensão na última segunda-feira de 20 quilos de crack na BR-369 em Ubiratã (Oeste), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) já tirou de circulação das rodovias federais do Paraná uma tonelada da droga somente neste ano. Esta marca representa mais de 60% das apreensões da droga feitas pela PRF em 2011 em todo o Brasil. A quantidade apreendida este ano no Estado também representa quase o dobro do total apreendido em 2010, quando a PRF recolheu 546 quilos de crack nas rodovias.
Com auxílio de cães farejadores nesta última apreensão, os policiais encontraram tabletes escondidos no fundo falso de um Gol com placas de Belo Horizonte (MG). Na ocasião, o motorista foi preso e um passageiro, que é menor de idade, foi apreendido. A droga estava próxima a uma das rodas, nas caixas de ar e dentro da lataria perto da porta. Os policiais abriram a lataria e retiraram os tabletes. Diante do flagrante, o motorista confessou que passou 15 dias preparando o carro no Paraguai antes de seguir viagem. A droga seria levada para Goiânia (GO).
Segundo o inspetor Ricardo Schneider, chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF no Paraná, os números ''refletem o reforço nas ações realizadas nas rodovias federais de todo o Estado''. Além disso, destaca o inspetor, ''o tráfico do crack especificamente cresceu por ser uma droga mais barata e que vem sendo mais consumida.''
De acordo com a PRF, as operações têm ocorrido com mais frequência nas regiões de fronteira. ''Sabemos que é uma rota comum para a entrada da droga no Brasil e temos concentrado nosso efetivo nessas localidades'', destacou Schneider.
Polícia Federal
No dia 13, a Polícia Federal (PF) no Paraná realizou a maior apreensão de crack da história do Estado. Uma carreta carregada com 205 quilos da droga em 202 tabletes escondidos foi apreendida em Céu Azul (Oeste). De acordo com o delegado da PF e coordenador da Operação Sentinela no Estado, Marco Smith, o recorde nas apreensões acontece por uma série de fatores, entre eles um trabalho mais ostensivo de todas as polícias. ''Grande parte do crack vem da Bolívia até o Paraguai. De lá ela entra pelo Mato Grosso do Sul e pelo Paraná, então procuramos intensificar as ações nestes pontos de fronteira'', explicou.
Segundo ele, as operações desencadeadas com o Exército desestruturam as quadrilhas. ''Numa operação de inteligência, a PF prende o traficante, dificultando a logística do tráfico. Eles não vão mais poder adotar uma rota padrão ou um horário específico'', completou.

mockup