Londrina – O número de armas de fogo apreendidas no Paraná diminuiu 12,58% no ano passado em relação a 2012. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), as polícias Civil e Militar tiraram de circulação, em 2013, 7.026 armas ante 8.037, no ano anterior.
Das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs), apenas duas tiveram um aumento na quantidade de armas apreendidas, ambas no Noroeste. Na região de Paranavaí, em 2012 foram 188 contra 215 no ano passado, um crescimento de 14,46%. Em Maringá, a evolução foi de 13,97%, saltando de 315 para 359.
Na região de Londrina, as polícias apreenderam, em 2012, 665 armas, contra 449 no ano passado, uma redução de 32,48%. Os maiores volumes de apreensão aconteceram em São José dos Pinhais, com 954, em 2012 e 812, em 2013 e em Curitiba, com 934 e 840, respectivamente. A Sesp não possui dados a respeito das apreensões neste ano.
Apesar da redução nos números absolutos, as apreensões continuam fazendo parte da rotina dos paranaenses. Na noite de quarta-feira, policiais militares prenderam um homem de 18 anos com um fuzil no Jardim Monte Cristo, na zona leste de Londrina. O acusado tentou dispensar a arma, de calibre 22 e carregada com 16 munições, ao avistar os policiais, mas foi autuado em flagrante.
Em Guaíra (Oeste), duas mulheres, de 21 e 23 anos, foram presas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com 14 pistolas, de calibres 45 e 40, além de 100 munições para fuzil e 28 carregadores, que estavam sendo levadas para o Rio de Janeiro. O material estava preso com fitas adesivas à cintura das jovens.
A Polícia Federal (PF) vai apurar se as armas estavam sendo levadas para traficantes na capital fluminense. A apreensão aconteceu durante uma blitz de rotina de policiais rodoviários na BR-272. A equipe parou um ônibus que fazia a linha Naviraí (MS) a São Paulo. Moradoras do Rio, elas falaram aos policiais que as armas estavam sendo levadas para a cidade. Pelo transporte, cada uma receberia R$ 1.500,00.
Segundo a polícia, elas afirmaram que foram contratadas para transportar as armas da cidade de Mundo Novo (MS) até o Rio. A dupla foi levada para a delegacia da PF, em Guaíra.

ENTREGA VOLUNTÁRIA
Para o presidente do Movimento Viva Brasil, Benê Barbosa, o número de armas ilegais circulando pelo País não irá diminuir enquanto tivermos altas taxas de impunidade e não houver uma reforma do Código Penal.
Barbosa critica as campanhas de entrega voluntária de armamentos e a falta de controle das fronteiras do País. "Apenas apreender é enxugar gelo. Logo quem foi preso está na rua novamente e o comércio de armas continua. Sem falar que os projetos para fortalecer a fiscalização nas nossas fronteiras nunca saíram do papel e o que vemos hoje é a desativação, inclusive, de alguns postos do Exército e da PF", aponta.
Benê Barbosa cita que de 100 homicídios no Brasil, apenas oito são esclarecidos, dos quais somente em dois casos os responsáveis são presos. "Imagine em outros crimes como roubos, furtos e tráfico. A nossa legislação penal é da década de 1940. Ela precisa mudar para julgar mais rápido e encontrar alternativas para que os condenados cumpram suas penas, o que não acontece hoje", ressaltou. (Com Agências)

Imagem ilustrativa da imagem Apreensão de armas cai 12% no Paraná
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