Curitiba - O Tribunal Marítimo responsabilizou a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) pelo acidente com o navio Norma, ocorrido nas proximidades do canal de acesso ao Porto de Paranaguá em outubro de 2001. O tribunal também atribuiu responsabilidade à empresa contratada pela Appa para os serviços de manutenção, e inocentou o prático Jarbas Furquim de Campos Filho e o comandante do Norma, Jadir José Giambastiane Casartelli.
A decisão é de 19 de outubro de 2006. A Appa recebeu pena de pagamento de multa de R$ 10 mil, e a empresa, de R$ 1 mil, além das custas proporcionais.
O navio Norma encalhou na pedra da Palangana. Os danos à embarcação provocaram o vazamento de grande quantidade de nafta na Baía de Paranaguá, o que causou a suspensão temporária da navegação, a proibição da pesca e a morte de um mergulhador contratado para avaliar o casco do navio. O tribunal acatou a argumentação de que o acidente ocorreu devido a falhas no balizamento do canal de acesso.
O tribunal eximiu de culpa a Transpetro pela morte do mergulhador. No entendimento do Tribunal Marítimo, o fato decorreu ''de provável excesso de autoconfiança da própria vítima''.
A FOLHA não conseguiu contato com a presidência da empresa responsabilizada. Devido à visita da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ao Porto de Paranaguá, a superintendência da Appa não havia se pronunciado sobre a decisão do tribunal até o fechamento desta edição.

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