APP-Sindicato faz vigília no Coreto de Londrina
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de novembro de 1998
Célia Baroni 
A APP-Sindicato de Londrina está em vigília de apoio aos oito professores e funcionários que estão em greve de fome em Curitiba. Os manifestantes distribuíram ontem panfletos no Coreto, no Calçadão (centro). Os professores entraram em greve de fome no dia 18 em protesto contra a suspensão do desconto da contribuição sindical em folha de pagamento. Os professores e funcionários em greve de fome estão na Assembléia Legislativa.
A atitude do governo é uma represália clara contra a atuação do sindicato, que tem se posicionado frontalmente contra as políticas adotadas na área de Educação, afirmou Luiz Martins de Lima, diretor da entidade. Esta é a segunda vez que o governo adota a medida. Lima diz que o governo descumpriu liminar concedida à entidade obrigando o desconto. Quando o professor ou o funcionário decide se sindicalizar ele assina uma autorização de desconto da contribuição sindical em folha de pagamento. Se ele não quiser mais contribuir basta pedir; o processo é automático, garantiu o diretor.
O principal ponto de discórdia entre governo e professores e funcionários das escolas públicas é o projeto do Plano de Desenvolvimento de Pessoal (Pladepe). O projeto apresentado à Assembléia pelo governo foi retirado de pauta até fevereiro de 99, depois de um acordo entre a APP-Sindicato e deputados estaduais.
A vigília prossegue até o meio-dia de hoje no coreto do calçadão. O funcionário da APP-Sindicato de Curitiba, João Vicente de Borba Filho, disse à Folha que a suspensão do desconto da mensalidade em folha de pagamento está prejudicando os funcionários. Eles perderam benefícios como vales quinzenais; o vale-refeição baixou de R$ 5,00 para R$ 3,50; e o direito a empréstimos.


