Curitiba - Para a secretária educacional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Walquíria Olegário Mazeto, a manifestação do governo do Estado quanto ao fechamento de escolas é uma "falácia". "Na realidade, estão acontecendo reuniões com as comunidades, mas a partir de respostas de que as escolas já vão fechar. Não é o processo inverso – o núcleo avalia se é possível com a comunidade e, a partir daí, a Secretaria decide. Tanto que temos alguns lugares em que a comunidade avaliou de forma negativa e a ordem continua sendo de extinção, porque o que eles (governo) querem é a otimização de recursos", disse.
Conforme balanço da APP, em torno de 150 escolas podem sofrer alterações. O total engloba, além de fechamentos, extinção de turnos, junção de turmas e mudança de sedes. "De fechamento mesmo, recebemos mais de 60 denúncias apenas do interior – ou seja, com os números da capital, que ainda não nos foram passados, com certeza ultrapassa 71 (dado do estudo preliminar do Executivo). E isso também não inclui as 20 casas familiares rurais, as do campo e a Educação de Jovens e Adultos", contou Walquíria.
O presidente da APP-Sindicato em Londrina, Márcio André Ribeiro, também se posicionou terminantemente contra o discurso de readequação. Como forma de se contrapor à medida, a entidade definiu um calendário de mobilizações. Hoje, às 10 horas, está programado um ato em frente à Seed, em Curitiba; amanhã, ações nas próprias escolas e, na quinta-feira, também na capital, uma panfletagem na Boca Maldita, no centro. O tema também será debatido em uma audiência pública na Assembleia Legislativa (AL), no dia 9 de novembro, às 9 horas, quando entrará em pauta, ainda, o projeto de lei 748/2015, instituindo o "Programa Escola sem Partido". A mensagem foi apelidada de "PL da mordaça", por vedar atividades que contrariem as convicções dos pais ou a "identidade biológica de sexo". (M.F.R.)

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