Apostador poderá jogar na loteria via Internt; CEF já começou os estudos
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segunda-feira, 05 de julho de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 06 (AE) - O brasileiro vai poder jogar na loteria, sem sair de casa, usando a Internet. A Caixa Econômica Federal (CEF) pretende oferecer a nova opção no fim do ano ou, no máximo, no início de 2000. "Estamos dispostos a seguir a tendência mundial do uso da Internet", disse o gerente executivo de Loterias, Fábio Luis Alvim. A CEF criou um grupo técnico para estudar a criação do novo sistema que garanta a segurança do apostador e uma forma de pagamento facilitado.
Atualmente, quem entra no site da CEF poder ter acesso a informações sobre as várias modalidades de jogos administrados pela instituição, conferir resultados e extrações da loteria federal. Os internautas, no entanto, já estão ansiosos por fazer também suas apostas por meio da Internet. "Temos recebido várias mensagens de pessoas solicitando esse novo serviço" contou Alvim.
A Caixa administra a Loteria Esportiva, a MegaSena, a Supersena, a quina, o Trevo da Sorte e a Trinca. Todas essas apostas poderão ser feitas via Internet e a única exceção será a raspadinha. Acessando a Internet, o apostador pode requerer a marcação de seu bilhete. Os estudos ainda são iniciais, mas uma das alternativas para o apostador pagar o jogo realizado seria usar o sistema similar ao que permite o acesso a contas bancárias pela Internet. O correntista digita uma senha, informações são solicitadas e, ele mesmo, autoriza o débito em conta.
Embora disposta a adptar-se às novas tecnologias e a oferecer maior comodidade ao apostador, a CEF sabe que o uso da Internet ainda é inexpresivo. Nos países da Europa, adeptos ao sistema de apostas pela rede mundial de computadores, o volume de arrecadação não é superior a 1% do total. No Brasil, no ano passado, a Caixa arrecadou R$ 1,9 bilhão em apostas nas várias modalidades de jogos. No primeiro semestre deste ano, foram R$ 955 milhões, o que representa um acréscimo de 19,87% em relação ao mesmo período do ano passado. "Não acreditamos em um grande volume de vendas, mas temos de nos adequar aos novos tempos", disse o gerente de Loterias.


