Aposta em genética e plantio para regenerar florestas
Pinhão - Dois projetos da Embrapa Floresta que visam a regeneração das florestas de araucária têm obtidos bons resultados no Estado. O primeiro aposta na genética para reverter o processo de extinção. Com uso de brotos extraídos da copa de árvores de araucária adultas, mudas enxertadas permitem que produtores obtenham árvores mais baixas e que a produção de pinhão seja antecipada.
Normalmente, a araucária começa a produzir pinhões quando alcança de 12 a 15 anos de idade e pelo menos 8 metros de altura. Com a metodologia desenvolvida pela Embrapa Florestas, as árvores começam a produzir a partir do período entre 6 e 8 anos e o porte das árvores fica entre 2 e 6 metros de altura, o que facilita a coleta das sementes. Com a adoção dessas mudas, os produtores poderão investir na formação de pomares de pinhão como uma fonte de renda na propriedade rural.
Outro projeto da Embrapa Floresta, em parceria com as secretarias estaduais de Meio Ambiente e da Agricultura, tem estimulado o plantio de araucárias na beira das estradas. Batizado de "Estrada das Araucárias", o programa já envolveu, nos últimos quatro anos, a distribuição de 20 mil mudas no Paraná e Santa Catarina.
O projeto funciona em parceria com a transportadora DSR, que financia os agricultores para fazer a compensação de emissões de carbono emitidas pelos caminhões. A transportadora paga R$ 5 ao ano por araucária plantada. Os agricultores se comprometem com o plantio de 200 árvores por propriedade, o que garante uma renda de R$ 1 mil por ano.(C.F.)





