Aposentados abrem campanha eleitoral com passeata no DF
Com toda esta ebulição provocada pela situação econômica, a verdadeira campanha eleitoral vai começar muito antes do que previam candidatos e eleitores. Não a campanha dos palanques eletrônicos ou showmícios. Vem aí um rolo compressor que deixa de orelha em pé os atuais detentores de mandato e recandidatos em 98.
Imagine esta cena desenhada pelo cientista político Gaudêncio Torquato: milhares de velhinhos concentrados em Brasília, bengala na mão e dizendo que estão morrendo de fome. Esta não é uma realidade virtual. Os sujeitos da cena imaginária são reais. E vão ser personagens da primeira grande manifestação que pode tirar o sono de muitos políticos da situação. A passeata dos idosos está programada para o dia 24 de janeiro, dia nacional dos aposentados, quando, normalmente, eles fazem uma romaria para o santuário de Aparecida do Norte (SP). Em 98, o programa será outro. Os aposentados vão marchar para Brasília. Lá, pretendem mostrar força para derrubar o item da reforma da Previdência que exige o pagamento de contribuição, medida que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
Os aposentados estão revoltados. São 17 milhões em todo o País. Unidos podemos decidir qualquer eleição, aposta o vice-presidente da Federação dos Aposentados de São Paulo, João Marchezini. Decisões consideradas prejudiciais para diversos segmentos da sociedade, serão argumento muito forte para o eleitor.





