Aposentadoria satisfatória depende de planejamento
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - Há pessoas que esperam ansiosamente pelo momento da aposentadoria. Não veem da hora de alcançar a idade ou o tempo mínimo de contribuição para enfim desfrutar de férias em tempo integral. Querem viajar, fazer cursos, curtir a família e levar uma vida mais tranquila. A ideia, no entanto, não agrada a todos. Existem pessoas que não gostam nem de pensar na possibilidade de parar de trabalhar. E o aspecto financeiro, em muitos casos, não é o motivo principal que leva muita gente a continuar no batente. O problema maior é a sensação de não ter um compromisso fixo ou as responsabilidades da rotina profissional.
No entanto, não adianta tentar ''fugir''. Mais cedo ou mais tarde, a tão esperada ou temida aposentadoria vai chegar. ''É preciso pensar sobre o assunto desde o início da carreira. Quanto mais cedo, melhor. A partir dos 45 anos, o planejamento se torna muito necessário'', afirma a psicóloga Luciana Ferreira Alvarez, especialista em análise funcional do comportamento e terapia comunitária.
A aposentadoria, de acordo com ela, é o momento de reestruturar a identidade e estabelecer novos pontos de referência. Por isso, aponta, as pessoas devem encarar a aposentadoria de forma positiva, por ser um momento propício para relaxar, diminuir o ritmo, ficar mais tempo ao lado dos amigos e da família, além de realizar atividades de lazer, culturais e esportivas.
Para transformar tantos projetos em realidade, porém, é necessário cuidar da saúde e se organizar financeiramente. Devido à falta de planejamento, algumas pessoas ficam totalmente ''perdidas'' e chegam a entrar em um quadro depressivo. ''São pessoas que dedicam tempo integral ao trabalho e não investem em outras áreas. Quando param de trabalhar não sabem o que fazer. Perdem a identidade.'', explica a psicóloga, ressaltando que pessoas que exercem cargos de liderança e de chefia podem ter mais dificuldade de enfrentar o momento.
Segundo ela, a aposentadoria muitas vezes é sinônimo de velhice e dependência e, por isso, causa tanto receio. Mas indivíduos que realmente não querem parar e gostam do que fazem podem retomar o trabalho ou buscar uma nova atividade profissional após a aposentadoria. ''Cada pessoa deve definir o que é melhor pra si de acordo com as suas necessidades, interesses e condições. Depende da prioridade e do perfil de cada indivíduo'', destaca.


