Aposentado eleva casos de suspeita de febre maculosa
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terça-feira, 01 de novembro de 2005
Maurício Simionato<br>Folhapress 
Campinas- Um aposentado de 69 anos internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Piracicaba (162 km de São Paulo) com suspeita de febre maculosa elevou para 411 o número de casos suspeitos da doença registrados na cidade neste ano.
O município vive uma infestação de carrapato-estrela (principal hospedeiro da bactéria causadora da febre maculosa). Placas e cartazes de aviso estão sendo instalados, e folders, distribuídos para orientar a população. Os quatro postos de pronto atendimento médico da cidade agora têm ''sentinelas'' das 8h até as 22h que fazem uma triagem nos pacientes que chegam com sintomas, como febre alta e manchas vermelhas no corpo.
Os pacientes com sintomas da febre maculosa começam a tomar os medicamentos antes da confirmação da doença. Pescadores são orientados a evitar a margem do rio Piracicaba, que corta a cidade. A capivara, que habita as margens de rios, é considerada um dos principais hospedeiros do carrapato. ''Toda área na beira do rio Piracicaba e próxima aos córregos da cidade são locais de risco e devem ser evitados'', disse a diretora da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba, Márcia Viviane Ferrazzo Liva.
A cidade tem pelo menos nove pontos de infestação do carrapato-estrela. Um dos mais críticos é o campus da Esalq/USP. Lá, a infestação prejudica aulas e pesquisas de campo. O município apresenta o maior índice de casos confirmados no Estado de São Paulo: sete, sendo que cinco deles resultaram em mortes.
Em agosto, cinco pessoas da mesma família morreram no bairro Jaraguá -considerado uma das áreas de infestação e o mesmo bairro onde o aposentado internado na UTI também mora.
Até hoje, o Estado confirmou 16 casos da doença neste ano, sendo oito mortes, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde. No ano passado, foram 34 casos confirmados e 11 mortes no Estado.
Dos 411 casos registrados neste ano em Piracicaba, 99 foram descartados, 305 aguardam o resultado, e sete foram confirmados. No ano passado, foram notificados 72 casos, seis foram confirmados e não ocorreu morte.


