O aposentado Otávio Rodrigues de Oliveira, 38 anos, disse à polícia que pretendia matar dez pessoas na última segunda-feira, dia em que assassinou a mãe, o irmão, a ex-mulher, a ex-sogra e um ex-cunhado, em Arcos (MG). O aposentado também feriu com um tiro outro ex-cunhado, que está fora de perigo, e manteve três filhos, de 14, 12 e 10 anos, como reféns por dez horas. Ele foi preso e os reféns libertados.
De acordo com o delegado João Pedro de Rezende, responsável pelo inquérito que apura os crimes, o aposentado pretendia matar ‘‘todas as pessoas que conspiravam para tirar os filhos de perto dele’’.
Oliveira chegou a dizer para o delegado o nome de duas supostas vítimas: o ex-sogro, Albertino Francisco Dias, 66, e a vizinha Geralda Clementina Valadão, 39.
Segundo o delegado, o aposentado considerava que os dois faziam parte do grupo que ‘‘conspirava’’ para afastá-lo dos filhos, classificando a vizinha como ‘‘fofoqueira’’. O delegado disse ainda não saber quais motivos contribuíram para que Oliveira não cumprisse por completo o seu intento.
O depoimento oficial de Oliveira ainda não foi tomado porque ele continua internado na Santa Casa da cidade, se recuperando do coma que entrou no dia dos assassinatos, depois de ingerir uma mistura de guaraná, raticida e agrotóxico. Até agora, 11 testemunhas já prestaram depoimento.
Ao sair do estado de coma, Oliveira -aposentado em janeiro de 1998 por invalidez, causada, segundo familiares, por problemas mentais- afirmou que matou as cinco pessoas por causa de sua vida conjugal e familiar conturbada. Ele disse que só lamentava ter matado ‘‘por acidente’’ a mãe, Leopoldina Cândida de Mendonça, 82 anos.

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