Curitiba- A professora Geni Sampaio, 70 anos, aposentada desde 1985 se transformou em símbolo da luta dos professores e funcionários da rede estadual de ensino. Viúva, quatro filhos, dez netos e cinco bisnetos, ela deixou a tranquilidade de sua vida doméstica em Maringá, onde sempre lecionou e mora hoje, para integrar a marcha dos professores.
Durante quatro dias, ela percorreu os 120 quilômetros entre Ponta Grossa a Curitiba, enfrentou frio, chuva e até queda de granizo, no primeiro dia da caminhada. ''Vim para apoiar os companheiros na aprovação do PCCS e na reposição salarial. Foi muito bom'', conta. Durante a caminhada não teve nenhum problema, apenas cansaço e bolhas no pé, como a maioria dos andarilhos, e durante o tempo todo fez questão de se manter sempre à frente da passeata, carregando uma das faixas do movimento.
De 90 pessoas que saíram de Ponta Grossa, no sábado, cerca de 70 conseguiram chegar ao final. Os outros 20 tiveram que desistir no meio do caminho, a maioria por problemas de saúde. O temporal da primeira noite molhou barracas e colchões, deixando um saldo de militanets com dores pelo corpo. Além das bolhas no pé, uma pessoa teve problema de pressão alta. Até o presidente da APP, José Lemos, teve que deixar a caminhada, por um dia. Desidratado, foi encaminhado para um hospital, mas voltou ao movimento em seguida.(M.G.)

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