Curitiba - Após um mês e ainda envolta em muito mistério, a morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, segue sem solução. A jovem desapareceu na noite de 25 de junho no bairro São Dimas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e seu corpo foi encontrado no dia 28, dentro de um poço de água localizado num terreno baldio. Desde o desaparecimento da menina uma série de acontecimentos ganharam repercussão, mas a pergunta mais importante ainda não foi respondida e a família da jovem aguarda uma definição para o caso.
Conforme o promotor Paulo Markowicz de Lima, do Ministério Público do Paraná (MPPR), é preocupante que, no período de um mês, as investigações ainda não apontem o responsável ou responsáveis pelo assassinato.
O órgão mantém contato permanente com a polícia sobre a apuração que está sendo conduzida pelo delegado Guilherme Rangel, com acompanhamento do assessor civil da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), Rafael Vianna.
"Estamos acompanhando a investigação e os trabalhos foram intensificados. Sempre que somos solicitados, também participamos dos depoimentos. Infelizmente o caso já dura um mês e a cada dia que passa sabemos da dificuldade de se encontrar o autor ou autores", disse.
Lima também destaca que a participação dos quatro rapazes presos inicialmente ainda não foi descartada. Eles fazem parte de uma das linhas de investigação que foi retomada no último dia 16. O prazo para que a polícia reencaminhe o inquérito ao MPPR é de 30 dias, podendo ser prorrogado. Já se passaram dez dias desde que a apuração foi reiniciada. A Sesp informou que a investigação segue em ritmo acelerado, mas que ninguém vai se pronunciar sobre o assunto para não atrapalhar os trabalhos.
O trabalho inicial de investigação foi posto em cheque por um laudo pericial da Polícia Científica apontando que o sêmen encontrado na calcinha da jovem não batia com o DNA de nenhum dos quatro suspeitos presos inicialmente: Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22. Logo em seguida, as denúncias de tortura contra os suspeitos chamaram a atenção e os quatro rapazes, após terem a liberdade provisória concedida pela Justiça de Colombo, foram incluídos no Programa de Proteção a Testemunhas.
Quinze pessoas suspeitas de praticar tortura contra eles estão presas preventivamente, entre eles policiais civis, um policial militar, dois guardas municipais, um chefe de carceragem e um preso de "confiança". Os pedidos de prisão foram feitos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

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