Colombo - Há um ano, a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, desaparecia misteriosamente no bairro São Dimas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Uma mensagem de celular foi o último contato da jovem com a família. Ela voltava a pé para casa e enviou a mensagem por volta das 20h40. Seu corpo foi encontrado três dias depois dentro de um poço d’água em um terreno baldio. Um ano depois, o caso polêmico, que teve impacto direto na troca do comando da Polícia Civil e que se desdobrou em outro processo que apura suspeitas de tortura, ainda não foi concluído. Nenhum dos órgãos envolvidos na investigação comenta o caso. Secretaria Estadual de Segurança (Sesp), Polícia Civil e Ministério Público do Paraná (MPPR) não se pronunciam oficialmente sobre o episódio.
Por outro lado, familiares cobram um desfecho na apuração do crime e reforçam que os quatro suspeitos presos inicialmente (Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22), que estão incluídos no programa federal de proteção a testemunhas devido às denúncias de tortura, seriam os autores da barbárie. "Ocorreu uma série de equívocos durante as investigações, muitas evidências no local onde o corpo foi encontrado deixaram de ser coletadas, a perícia foi confusa. Entretanto, acredito que os quatro rapazes são culpados. Eles confessaram o crime na minha frente", ressaltou Márcia Fernanda da Silva, de 29 anos, irmã de Tayná.
Segundo ela, a família luta para que o caso não fique impune. "Muitas pessoas desistem de cobrar uma solução porque cansam de esperar por uma resposta ou porque sentem muito a dor da perda do familiar e preferem esquecer. Nós não desistimos. Acreditamos na condenação dos culpados. Por isso cobramos", afirmou.
No sábado, familiares e amigos de Tayná devem promover um ato em homenagem à adolescente. Eles vão fazer uma caminhada a partir das 15h30, no mesmo dia e horário em que o corpo foi encontrado. "O caso não foi esquecido e temos certeza de que vai haver um desfecho. Confiamos no trabalho de investigação desenvolvido até agora e mantemos a posição de que os quatro rapazes são culpados. O importante é que eles sejam punidos", completou.

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