Após tumulto, Jockey encerra venda de bens de Abadía
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terça-feira, 08 de abril de 2008
Folhapress 
São Paulo - O grande tumulto armado às portas do Jockey Club de São Paulo pela horda de compradores que tentavam entrar no leilão de bens do megatraficante Juan Carlos Ramírez Abadía levou a PF (Polícia Federal) e a administração do local a encerrar as vendas mais cedo. Inicialmente, o evento, que começou às 12 horas, terminaria só às 20 horas, mas acabou encerrado às 14 horas.
Não está confirmado se o encerramento das atividades do bazar implica o cancelamento do leilão marcado para as 20 horas de hoje ou da programação para os próximos dias -o bazar ia terminar só no próximo domingo.
Segundo estimativas da PM (Polícia Militar), 5.000 pessoas compareceram ao evento, entre curiosos e comerciantes profissionais. Muitas chegaram ainda pela manhã. Durante o tempo em que agentes da PF, PMs e seguranças do Jockey lutaram para organizar as filas, houve muito empurra-empurra.
Os PMs soltaram spray de pimenta contra os consumidores em ao menos dois momentos. Uma mulher passou mal. Ela e o irmão, Robson Barbosa, 27, saíram cedo de casa, na Vila Sônia (zona oeste de São Paulo), e chegaram na fila às 9h. O rapaz conta que ele e a irmã entraram no tumulto porque havia muita gente furando a fila. Com o spray de pimenta, ela precisou ser encaminhada para um hospital.
O valor dos bens -carros, eletrônicos, móveis e equipamentos de ginástica, entre outros artigos- chega a R$ 2 milhões.
O setor de comunicação social do Jockey Club informou que o local foi apontado pela Justiça Federal para sediar o evento, mas não tem responsabilidade sobre a organização.
A determinação de realizar o leilão foi do juiz federal Fausto de Sanctis. O valor arrecadado será destinado às entidades assistenciais Fundação Julita e a Ten Yad, ambas de São Paulo.
No dia 1º, o mesmo juiz condenou o colombiano a 30 anos, 5 meses e 14 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso e confecção de documentos falsos.


