Após três meses, caso Tayná segue sem solução
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Três meses depois, a morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, ainda continua um mistério. A jovem foi vista pela última vez por volta das 20 horas do dia 25 de junho, quando retornava para casa no bairro São Dimas, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Três dias depois o corpo foi encontrado em um poço dágua de um terreno baldio.
O trabalho inicial de investigação foi posto em cheque por um laudo pericial da Polícia Científica apontando que o sêmen encontrado na calcinha da jovem não batia com o DNA de nenhum dos quatro suspeitos. Além disso, na mesma época surgiram denúncias de tortura que teriam sido praticadas por policiais para que os acusados confessassem a autoria do crime.
Com isso a investigação foi reiniciada no dia 15 de julho, após determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). O primeiro inquérito, que apontava o envolvimento de quatro suspeitos (Adriano Batista, de 23 anos, Sérgio Amorin da Silva Filho, de 22, Paulo Henrique Camargo Cunha, de 25, e Ezequiel Batista, de 22), não foi acatado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Os promotores consideraram que não tinham provas suficientes para oferecer denúncia contra os rapazes.
O caso já passou por quatro delegados. Atualmente o adjunto da Delegacia de Homicídios (DH), Cristiano Quintas, é o responsável pelas investigações.
Após a realização da exumação do corpo da adolescente, no dia 28 de agosto, o MPPR concedeu mais 30 dias para a Polícia Civil concluir as investigações, conforme havia sido solicitado anteriormente pela autoridade policial. De acordo com o promotor responsável pelo caso, Paulo Markowicz de Lima, o prazo foi estendido porque algumas diligências ainda estão pendentes, assim como resultados de exames periciais (inclusive da exumação).
Na tarde de ontem, familiares de Tayná e de policiais presos suspeitos de praticar tortura contra os quatro rapazes promoveram um protesto na Boca Maldita, no centro de Curitiba. Eles cobram uma solução para o caso e acreditam que os rapazes são os culpados pelo crime. "Não estamos entendendo o que o Ministério Público está fazendo. Eles não ofereceram denúncia contra os quatro suspeitos e até agora não sabemos de mais nada. Provavelmente porque não existem outras pessoas que poderiam ter praticado o crime. Queremos Justiça", reclamou a irmã de Tayná, Márcia Fernanda da Silva.


