Após surto de toxoplasmose, Iapar vai desativar bicas
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Londrina - O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) informou ontem que estuda fechar de maneira permanente a bica localizada em frente à sede do órgão, na PR-445, onde é fornecida água gratuita à população. De acordo com o diretor de gestão de pessoas, Adelar Motter, a medida foi sugerida pela Vigilância Sanitária em reunião na tarde de ontem. Mas segundo ele, a possibilidade do fechamento não tem a ver com o surto de toxoplasmose dentro da instituição.
"É fato que não é papel do Iapar enquanto instituição de pesquisa agronômica fornecer água grátis à população. Não é uma medida que esteja diretamente ligada ao surto, mas é um alerta de que temos responsabilidade. Mas ainda não há uma definição, é algo que ainda será avaliado pela diretoria", informou o diretor do Iapar. Em princípio, a bica ficará fechada até a próxima terça-feira.
Nos últimos dias, um casal que pegava água na bica procurou o Iapar para relatar que estava com os sintomas da toxoplasmose, mas apenas o homem foi confirmado com a doença. "Mas é de um surto antigo, não há relação alguma com a água. Isso ficou muito claro no exame", garantiu Motter.
O número de casos confirmados da doença saltou de 17 para 40, entre eles uma gestante. Isso fez a diretoria optar pelo adiantamento da limpeza rotineira de todo o encanamento e dos reservatórios de água em 45 dias. Segundo Motter, a higienização - encerrada na última quarta-feira - seria o motivo do fechamento temporário da bica.
Ainda de acordo o diretor, as pesquisas realizadas por especialistas da Vigilância Sanitária comprovaram que o surto já não age mais. O número de infectados, porém, ainda pode aumentar, já que alguns exames realizados nas últimas semanas ainda não tiveram os resultados divulgados.
Segundo o Iapar, a coleta e análise de sangue de pessoas que circulam diariamente pelo campus prosseguem. "Entre ontem (quarta-feira) e hoje (ontem) foram feitas mais 280 coletas, e no total já somam mais de 500. Elas continuam até que consigamos atingir as cerca de 780 pessoas que fazem parte da comunidade, entre terceirizados, funcionários e bolsistas", informou Motter.
Também como medida de precaução, o restaurante que prepara as refeições dos funcionários não serve mais alimentos crus. Os legumes e verduras são cozidos antes de irem à mesa. Até o momento o foco que levou ao surto não foi identificado. "Ainda não há nenhuma prova de que tenha sido a água ou a comida, e talvez nunca tenhamos, raramente se chega ao foco, pois a infecção é muito dinâmica", observou o diretor.


