Curitiba – A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) informou ontem, durante coletiva realizada na capital, que a Polícia Militar do Paraná (PMPR) vai passar a auxiliar a segurança de todos os presídios do Estado. Além disso, o secretário Fernando Francischini também ressaltou que novos pedidos de transferências de presos não serão atendidos. O anúncio foi feito pouco depois do término de uma rebelião que durou 15 horas em uma das alas da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
O primeiro motim registrado no Paraná neste ano começou por volta das 17h da última quinta-feira, quando quatro detentos renderam dois agentes penitenciários no bloco 6 conhecido como "seguro" (onde ficam presos jurados de morte). O primeiro agente foi liberado por volta das 21h45 de quinta e o outro na manhã de ontem, por volta das 8h. A rebelião na PCE aconteceu quatro dias depois da morte de um agente penitenciário no Centro de Regime Semi-aberto de Guarapuava.
De acordo com a Sesp, os trabalhadores que foram feitos de reféns na PCE não tiveram agressões físicas, mas podem ter sofrido danos psicológicos.
Conforme Francischini, os detentos pediram por proteção e transferência para unidades de outras cidades, pois acreditam que estariam em uma lista de pessoas a serem mortas por uma facção criminosa rival.
O secretário, entretanto, ressaltou que não atendeu ao pedido de transferência nem pretende ceder a esses apelos no futuro. "Não queremos transferência de presos. Vamos atender, na medida do possível, a demandas ‘justas’, como acesso a advogados da defensoria pública e melhor alimentação", disse.
Ele ainda determinou que a partir de agora a Polícia Militar do Paraná passe a ajudar na segurança dos presídios de todo o Estado. Além disso, conforme Francischini, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) vai investigar os casos de ameaças de morte de agentes penitenciários.

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