Após quatro dias de buscas, criança é encontrada morta em Chavantes, no interior de SP


Folhapress
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O corpo da menina Emanuelle Pestana de Castro, 8, foi encontrado na noite de segunda-feira (13) em um canavial na Fazenda Santana Nova, em Chavantes, cidade localizada a 379 km de São Paulo. Ela estava desaparecida desde o final da tarde de sexta-feira (10), após sair para brincar em uma praça perto de sua casa, no bairro Três Cantos.


O desaparecimento mobilizou a cidade de 12 mil habitantes. Grupos de moradores se organizaram para tentar localizar a criança e o caso ganhou repercussão nacional. Uma equipe de voluntários de Marília, na região, também participou das buscas ao lado dos policiais. 




O mistério foi resolvido no início desta semana após a prisão de Agnaldo Guilherme Assunção, vizinho da família de Emanuelle. Segundo informações da Polícia Civil, ele confessou a morte da criança a facadas e mostrou onde o corpo estava enterrado. 


Equipes da polícia precisaram usar um trator para ter acesso ao local em que o corpo estava parcialmente enterrado. Por causa da chuva dos últimos dias, carros da polícia atolaram na lama e foram resgatados. 


Uma multidão acompanhou, nas ruas de terra ao redor do canavial, as buscas da polícia pelo corpo de Emanuelle. Mais cedo, quando o nome do acusado apareceu como suspeito, a polícia precisou intervir para que ele não fosse linchado. 


Em seu depoimento, Assunção contou que levou a criança de bicicleta até o matagal entre Chavantes e Canitar, cometeu o crime e enterrou parte do corpo -as pernas ficaram para fora. Ele disse à polícia que decidiu matar a menina após uma briga entre familiares dele e de Emanuelle. Também contou que convenceu a criança a ir até a área rural dizendo que colheriam mangas para presentear a mãe dela. 


Durante o período das buscas, imagens de câmeras de segurança foram recolhidas e mostraram a menina a caminho da praça e depois brincando no local. O acusado também aparece em imagens nos arredores da praça. 


Agnaldo foi levado para a Cadeia Pública da região e o corpo de Emanuelle para o IML (Instituto Médico-Legal).


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