Após professores, servidores da saúde e meio ambiente também encerram greve
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segunda-feira, 15 de julho de 2019
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

Depois dos professores e técnicos das escolas estaduais, os servidores do setor de meio ambiente e da saúde também decidiram encerrar suas paralisações nesta segunda-feira (15), após discutirem a proposta de reajuste salarial e concessões feita por Ratinho Júnior (PSD) na sexta-feira (12).
Em assembleia que começou às 18h, o Sindseab (Sindicato Estadual dos Servidores Públicos da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins) deliberou pelo encerramento da greve e pelo monitoramento da implantação e cumprimento da proposta do governo, com reuniões e debates permanentes nos locais de trabalho. Uma nova avaliação coletiva deve ser feita em agosto.
O presidente do Sindseab, Donizetti Silva, que também é um dos coordenadores do FES (Fórum das Entidades Sindicais), afirma que, apesar do retorno ao trabalho, fica mantido o estado de greve. “Para que seja cumprido em janeiro [a data-base], o governador tem de enviar um PL (projeto de lei) para a Assembleia Legislativa até agosto. Então, vamos acompanhar os próximos passos”, explica.
Ainda de acordo com ele, apesar de o reajuste de 5% parcelado em três anos proposto pelo governador cumprir apenas a data-base deste ano, houve avanços em relação à primeira. “No nosso entendimento, nessa promessa do governo, não existe o congelamento das próximas datas-bases e nem a retirada de outros direitos. Mas, no geral, as categorias dizem que essa não é nossa proposta, nem a que a gente esperava. Mas, dentro da conjuntura atual, entendemos por encerrar a greve e seguir com as negociações”, explica.
Reunidos até as 20h30 desta segunda, servidores da área de saúde também suspenderam a paralisação no setor. “Porém vamos manter a pressão e vigilância para que o governo realmente encaminhe a Lei da data base e demais propostas descritas no documento que apresentou aos servidores, incluindo o não lançamento de faltas e punições”, disse Jaqueline Tillmann, coordenadora adjunta do Sindsaude e também coordenadora do FES.
OUTRAS CATEGORIAS
As universidades estaduais terão assembleias nesta semana para definir os rumos do movimento grevista. As deliberações vão ocorrer em dias distintos. O Sindiprol/Aduel (Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina e Região), que contempla os professores da UEL, da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) de Apucarana e da Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) em seus campi de Cornélio Procópio, Bandeirantes e Jacarezinho, delibera em assembleia na quinta-feira (18).
O Sinteemar (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá) fará a votação na quarta-feira (17), mesmo dia da assembleia marcada pela Assuel (Sindicato dos Técnico-administrativos da UEL), que terá reuniões deliberativas às 9h, no campus, e às 13h30 no anfiteatro do Hemocentro do HU (Hospital Universitário). Segundo o FES (Fórum das Entidades Sindicais), a maioria das entidades representativas de professores e servidores universitários promovem assembleia neste mesmo dia.
Outras categorias também decidem nesta semana os rumos das paralisações, ainda de acordo com o FES, e algumas já têm assembleias marcadas. O Sindarspen (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná) reúne-se na quinta-feira e o Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná), no sábado (20).


