Curitiba - O corpo da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, assassinada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi exumado ontem à tarde, no Cemitério Ecológico Jardim da Colina. O procedimento foi solicitado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) no último dia 23, e autorizado pela Justiça na segunda-feira. No mesmo dia, um pedido feito pelo advogado da família da jovem, Luiz Gustavo Janiszewski, foi indeferido pela 1.ª Vara Criminal de Colombo.
Participaram da perícia, que durou cerca de quatro horas, o médico legista que assinou o laudo de necropsia, dois peritos do Instituto Médico Legal (IML) e os promotores de Justiça que atuam no caso, Paulo Sérgio Markowicz de Lima e Ricardo Casseb Lois.
Conforme Lima, a perícia foi positiva e o estado de putrefação do corpo não impediu que os peritos examinassem e extraíssem suas conclusões. Entretanto, nenhum detalhe foi divulgado porque o inquérito corre em segredo de Justiça.
"Surgiram circunstâncias novas que precisavam de uma complementação. No nosso entendimento a perícia inicial foi bem realizada, entretanto, analisamos novos elementos de provas testemunhal e pericial, exames que vieram após a necropsia, e isso justificou o pedido de exumação. Conseguimos esclarecer alguns pontos a mais neste procedimento", informou. Lima também ressaltou que a decisão de pedir a exumação do cadáver foi conjunta entre Ministério Público e o delegado responsável pelo caso, Guilherme Rangel.
"Ainda havia algumas dúvidas e o procedimento foi válido. Não deixa de ser uma satisfação à família da Tayná, mas o pedido não foi feito por conta disso", completou o promotor.
O Ministério Público também anunciou ontem que vai conceder mais 30 dias para a Polícia Civil dar continuidades às investigações, conforme havia sido solicitado pela autoridade policial. De acordo com o promotor, o prazo para conclusão do inquérito foi estendido porque algumas diligências ainda estão pendentes, assim como resultados de exames periciais (inclusive da exumação). "Depois destes 15 dias de análise do inquérito policial verificamos que a exumação era uma providência importante. Além disso achamos precipitado iniciar um processo sem estes resultados. Por isso renovamos o prazo para que os trabalhos sejam concluídos", disse. Ele ainda reforçou que o laudo da exumação será analisado junto com as demais provas para ver se existe a possibilidade de começar um processo ou não.

O caso
Tayná desapareceu no dia 25 de junho no bairro São Dimas, em Colombo. Três dias depois, o corpo da adolescente foi encontrado em um poço localizado dentro de um terreno baldio.

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