Após paralisação, Prefeitura de Rolândia reajusta repasses dos ônibus
Empresa de transporte coletivo pedia concessão de reequilíbrio financeiro, que só foi concedido após paralisação dos serviços nesta terça (20)
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Empresa de transporte coletivo pedia concessão de reequilíbrio financeiro, que só foi concedido após paralisação dos serviços nesta terça (20)
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

A Prefeitura de Rolândia aceitou conceder o reequilíbrio financeiro pedido em março pela Vysa Turismo e Transporte, responsável pelo serviço de ônibus municipal urbano, que voltaram a circular nesta quarta-feira (21), depois de um dia de paralisação nesta terça (20). Feitas anualmente há dois anos, as solicitações chegam em março à administração municipal, mas só foi atendido após a suspensão dos serviços.
A empresa avisou na segunda-feira (19) que não operaria a partir de terça e, mesmo com liminar da Justiça determinando que o serviço fosse regularmente executado, mediante multa de R$ 20 mil por dia, houve paralisação. à FOLHA, a empresa afirmou na segunda que chegou a uma situação crítica.
Sem ônibus, a cúpula do Executivo e vereadores de Rolândia reuniram-se na Câmara Municipal, na tarde de terça, em busca de uma solução. A decisão foi aceitar os cálculos, concedendo um reajuste sobre o subsídio pago pela administração municipal, que passará de cerca de R$ 128 mil para R$ 159 mil mensais até março de 2020, quando acaba o contrato com a empresa.
Os valores não pagos desde março deste ano também serão quitados – algo em torno de R$ 180 mil -, mas de forma que respeite a capacidade financeira da prefeitura, afirma o procurador jurídico do município, Oswaldo Américo. “Serão pagos parceladamente, seguindo cronograma a ser elaborado pela Secretaria de Finanças”, explica. Já os valores anteriores a março de 2019, devem ser cobrados em juízo.
O chefe de gabinete da Prefeitura de Rolândia, Paulo Lima, diz que o prefeito Luiz Francisconi (PSDB) tem receio de assinar atos referentes ao transporte coletivo, devido às “dificuldades que enfrenta junto ao MP”. “O prefeito achou melhor que a empresa cobrasse na Justiça os reajustes para que fossem concedidos mediante a anuência de um juiz”, justifica.
A reportagem tenta contato com o proprietário da empresa responsável pelos serviços de ônibus municipais.


